Alunas desenvolvem madeira sustentável feita de resíduos de mandioca

24/01/2020

Imagem - Produto elaborado pelas estudantes recebeu o nome de “Wood Herro” e agora jovens sonham comercializar a invenção em larga escala. Foto: FIciencias

Produto elaborado pelas estudantes recebeu o nome de “Wood Herro” e agora jovens sonham comercializar a invenção em larga escala. Foto: FIciencias

Durante um projeto de ciências, estudantes do Colégio Sesi, em Araucária, município do estado do Paraná, apresentaram uma ideia contra a derrubada de árvores e o desmatamento. O grupo desenvolveu uma madeira sustentável produzida através de resíduos de mandioca.

O elemento elaborado pelas alunas Amanda Bueno Coutinho, Ana Vitória de Lara e Letícia Azambuja de Souza, foi batizado como “Wood Herro”, e apresentado durante a 7ª Edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias), realizada em Foz do Iguaçu. Além dos resquícios orgânicos de mandioca, o elemento ecológico também tem em sua composição cola, água e tetraborato de sódio, uma mistura de sal hidratado de sódio e ácido bórico (um ácido existente na forma de cristais ou pó branco utilizado na fabricação de inseticidas).

A criação além de ser uma alternativa sustentável, possui um baixo custo de produção. Em entrevista ao portal FIciencias, as garotas declararam que o item é bastante durável e resistente a traças, cupins e até mesmo ao fogo.

 “Fizemos um teste de inflamabilidade, em que ela teve resultado muito parecido com o MDF Fire, que é produzido na América Latina. Além disso é muito bonita, com uma aparência rústica e adere bem a selantes e qualquer tipo de acabamento”, explicou Amanda.

Durante os experimentos, o grupo também observou que a madeira é impermeável, já que após a secagem da água o produto retorna ao seu tamanho inicial de confecção. As jovens sonham agora em comercializar o item em larga escala. “Temos como perspectivas utilizar maquinários de parceiros para ver se nossa madeira seria resistente, e poderíamos produzi-las para lançar no mercado”, complementou Ana Vitória de Lara.

Fontes: The Greenest Post

Texto produzido em 12/07/2019

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