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Ciclo do alumínio no Brasil é referência mundial

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Um dos fatores que tornam o alumínio tão estratégico para a reciclagem é o curto ciclo de reaproveitamento.

O mercado de reciclagem de latas de alumínio no Brasil é considerado um dos mais eficientes e circulares do planeta.

Com índices de reciclagem superiores a 95% há mais de 15 anos consecutivos, o setor se consolidou como referência mundial em economia circular e reaproveitamento de resíduos sólidos.

Em 2024, ano do último levantamento, o país bateu um novo recorde histórico e comercializou 34,8 bilhões de latinhas, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas).

O desempenho reforça não apenas a popularidade da embalagem entre consumidores e indústrias, mas também a força de uma cadeia produtiva capaz de reinserir rapidamente o material no mercado.

Um dos fatores que tornam o alumínio tão estratégico para a reciclagem é o curto ciclo de reaproveitamento. No Brasil, uma lata descartada corretamente pode retornar às prateleiras em aproximadamente 60 dias.

Isso significa menor extração de recursos naturais, economia de energia e redução significativa das emissões de gases de efeito estufa.

Além do impacto ambiental positivo, a cadeia da reciclagem do alumínio também possui enorme relevância social.

Milhares de catadores e cooperativas atuam diretamente na coleta e comercialização das latinhas, atividade que representa importante fonte de renda para trabalhadores em situação de vulnerabilidade social.

Especialistas apontam que o sucesso do setor está ligado à combinação entre valor econômico do material, estrutura logística consolidada e participação ativa dos agentes da reciclagem.

Diferentemente de outros resíduos com baixa reciclabilidade, o alumínio possui mercado aquecido e alta demanda industrial, o que favorece a circularidade.

Outro ponto de destaque é a eficiência energética. A fabricação de alumínio reciclado consome cerca de 95% menos energia do que a produção a partir da matéria-prima virgem.

Ou seja, além de reduzir o volume de resíduos enviados aos aterros sanitários, a reciclagem das latinhas contribui diretamente para o combate às mudanças climáticas.

Apesar dos números positivos, especialistas defendem que o modelo sirva de inspiração para ampliar a reciclabilidade de outros materiais no Brasil.

Investimentos em coleta seletiva, logística reversa, padronização de embalagens e educação ambiental seguem entre os principais desafios para o avanço da economia circular no país.


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