13 de Outubro de 2026,10h00
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O descarte irregular de agulhas utilizadas em canetas emagrecedoras e outros medicamentos injetáveis representa um risco para os profissionais da coleta de resíduos e das cooperativas de reciclagem, que podem sofrer acidentes com materiais perfurocortantes misturados ao lixo comum ou reciclável.
O problema ganhou destaque em uma reportagem do Jornal da Band, repercutida pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), que chamou a atenção para os perigos enfrentados diariamente pelos trabalhadores do setor.
Com a popularização das canetas utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes, cresce também a preocupação com a destinação das agulhas e de outros componentes utilizados nas aplicações.
Quando descartados de maneira inadequada, esses resíduos podem perfurar sacos de lixo, provocar ferimentos e expor coletores e catadores ao contato com sangue e outros materiais potencialmente contaminados.
Além dos riscos de infecção, os acidentes podem exigir atendimento médico, exames e acompanhamento de saúde, com consequências para a segurança e a rotina de trabalho desses profissionais.
Agulhas, seringas e outros materiais perfurocortantes utilizados em tratamentos domiciliares nunca devem ser descartados no lixo comum ou reciclável, mesmo quando estiverem protegidos por tampas ou embalagens.
A orientação é armazenar esses resíduos imediatamente após o uso em recipientes próprios para perfurocortantes, rígidos, resistentes à perfuração e com fechamento seguro, sem tentar reencapar, quebrar ou separar manualmente as agulhas.
Depois, o material deve ser encaminhado a uma unidade de saúde ou outro serviço habilitado a receber resíduos de tratamentos domiciliares, conforme as orientações da rede de saúde do município.
No caso das canetas emagrecedoras, também é importante consultar as instruções do fabricante e do serviço de saúde responsável pelo tratamento, já que os procedimentos podem variar conforme o modelo do dispositivo.
Segundo a ANCAT, as vendas de canetas emagrecedoras no Brasil se aproximam de 700 mil caixas mensais, o que amplia a necessidade de orientar os consumidores sobre os cuidados após a utilização dos medicamentos.
Para Anderson Nassif, catador de materiais recicláveis e diretor de Logística Reversa da ANCAT, a presença desses resíduos entre os materiais destinados à reciclagem é motivo de preocupação para os trabalhadores do setor.
A médica infectologista Carla Kobayashi, ouvida pelo Jornal da Band, também alertou para os riscos de transmissão de doenças como hepatites B e C e HIV em acidentes com agulhas contaminadas.
A orientação é simples e pode evitar acidentes graves. Separar corretamente esses resíduos é uma forma de proteger a saúde e respeitar o trabalho dos profissionais responsáveis pela coleta e reciclagem dos materiais descartados pela população.
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