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Brasileiros ainda misturam recicláveis ao lixo comum

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Levantamento analisou o comportamento dos consumidores desde a escolha dos produtos até o momento do descarte.

Mais da metade dos brasileiros ainda não separa os materiais recicláveis do lixo comum, segundo uma nova pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a relação da população com a economia circular.

Divulgado neste mês, o levantamento Da compra ao descarte: como o brasileiro se relaciona com a Economia Circular 2026 analisou os hábitos dos consumidores desde a escolha dos produtos até o momento em que eles deixam de ser utilizados.

De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados ainda não separam os resíduos entre lixo comum e recicláveis. Entre os motivos, 41% apontam falta de hábito ou de tempo, enquanto 27% afirmam não contar com coleta seletiva na região onde vivem.

A dificuldade também aparece quando o assunto é logística reversa. Entre os brasileiros que não devolvem produtos depois do uso, 53% afirmam que falta orientação sobre como fazer o descarte correto. Outros 33% não sabem onde entregar os materiais e 20% sequer tinham conhecimento de que a devolução era possível.

Os dados evidenciam a importância de ampliar o acesso à educação ambiental e às informações sobre os diferentes caminhos que cada resíduo deve seguir.

Separar papel, plástico, vidro e metal do lixo comum é o primeiro passo para evitar que materiais recicláveis sejam enviados aos aterros sanitários e para aumentar o volume que chega às cooperativas e centrais de triagem.

No caso de resíduos sujeitos à logística reversa, o caminho é diferente. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece a responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pela estruturação de sistemas para o retorno de determinados produtos e embalagens após o consumo.

Pilhas, baterias, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, lâmpadas, medicamentos, óleo de cozinha e pneus precisam de atenção especial e não devem ser colocados junto ao lixo comum ou aos recicláveis da coleta seletiva.

Para fazer o descarte correto, procure informações em lojas, supermercados, farmácias ou consulte os canais das entidades responsáveis pela logística reversa de cada material.

No caso de itens maiores, como eletrodomésticos, vale buscar informações com o fabricante ou no estabelecimento onde o produto foi comprado.

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