Cada coletor de lixo reciclável recolhe 1,6 tonelada por mês

20/08/2021

Imagem - Agente ambiental trabalha no Centro de São Paulo. Foto: @role_sp

Agente ambiental trabalha no Centro de São Paulo. Foto: @role_sp

Popularmente conhecidos como catadores de lixo, os agentes ambientais da coleta de resíduos urbanos desempenham um papel fundamental no funcionamento das cidades, principalmente em grandes metrópoles como a capital paulista.

Bastaria apenas alguns dias sem a presença deles nas ruas para que a cidade entrasse em colapso sanitário e se transformasse em um lixão a céu aberto, com centenas de toneladas de lixo comum e reciclável espalhados pelas ruas e calçadas.

Para se ter uma ideia da importância desses profissionais, um levantamento recente da Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT) apontou que um agente ambiental recolhe, em média, aproximadamente 1,6 tonelada de lixo reciclável por mês.

A estimativa equivale a 144 mil latinhas (350ml) de alumínio, 1860 caixas de papelão, 32 mil garrafas PET de 2 litros e oito mil garrafas (355ml) de vidro por mês.

Já o Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis estima 800 mil catadores e catadoras em atividade no país. Cerca de 70% são mulheres. O Atlas do Plástico de 2020 informa que há 1.700 cooperativas especializadas em coleta de lixo reciclável no Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, cerca de 900 famílias estão associadas às 25 cooperativas habilitadas no Programa Socioambiental de Coleta Seletiva da Prefeitura.

Durante a pandemia, o trabalho desses profissionais ganhou ainda mais relevância, sobretudo por coletarem embalagens com superfícies lisas que permitem que o vírus seja transportado com persistência de até cinco dias, segundo estudo do conceituado Journal of Hospital Infection.

Apesar de todas as dificuldades e riscos, nossos guerreiros coletores seguiram na atividade, cumprindo um importante papel na linha de frente do combate ao vírus e garantindo uma cidade limpa para a população em quarentena.

Muitas vezes tratados com preconceito e desprezo, esses profissionais, verdadeiros heróis, precisam ser valorizados. Já passou da hora de serem reconhecidos e respeitados pela sociedade.

Texto produzido em 20/8/2021

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