02 de Marco de 2026,10h00
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O Chile proibiu o uso de plásticos descartáveis em restaurantes, bares e cafeterias. A medida entrou em vigor em fevereiro deste ano e integra a Lei 21.368, conhecida como Lei dos Plásticos de Uso Único.
Desde o último dia 16, os estabelecimentos só podem oferecer itens reutilizáveis ou descartáveis produzidos com materiais alternativos ao plástico, como papel, papelão ou madeira. O objetivo é reduzir a geração de resíduos de uso único e diminuir a poluição associada a esses materiais.
A norma também determina que supermercados mantenham ao menos 30% das vitrines de bebidas compostas por garrafas retornáveis. A exigência fortalece sistemas de reuso e amplia a responsabilidade de fabricantes e comerciantes na gestão pós-consumo.
Organizações ambientais como Oceana e Greenpeace comemoram a iniciativa e destacaram o potencial da lei para evitar milhares de toneladas de resíduos plásticos por ano.
As entidades, no entanto, criticam os adiamentos ocorridos durante a implementação, que resultaram em maior volume de lixo acumulado nos ecossistemas.
Agora, o foco recai sobre fiscalização e cumprimento das regras. A Coalizão Supera el Plástico reforça o papel dos municípios e dos estabelecimentos na aplicação da legislação, enquanto a Alianza Basura Cero defende padrões mais rigorosos para reduzir desperdícios.
O caso chileno reforça um debate necessário no Brasil. Muitos plásticos descartáveis consumidos diariamente possuem baixa reciclabilidade e não encontram mercado nas cooperativas. Parte significativa segue para aterros sanitários ou para o meio ambiente.
A orientação ao consumidor permanece clara: priorizar utensílios reutilizáveis, escolher embalagens retornáveis e recusar plásticos de uso único. Reduzir o descarte facilita o trabalho de catadores, diminui a pressão sobre aterros e contribui para cidades mais limpas e sustentáveis.
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