30 de Setembro de 2026,09h00
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A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o período de 2027 a 2036 como a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa que pretende ampliar o papel da cultura na construção de sociedades mais inclusivas e resilientes.
A medida foi aprovada pela Assembleia Geral no último dia 4 de setembro e terá a UNESCO à frente de sua implementação, em diálogo com os Estados-membros, o sistema das Nações Unidas e outras organizações envolvidas com o tema.
A proposta parte do princípio de que a cultura influencia a maneira como as sociedades produzem, consomem, utilizam recursos naturais e lidam com seus resíduos, o que amplia o espaço para iniciativas de educação ambiental capazes de transformar hábitos cotidianos.
Nesse contexto, temas como redução do desperdício, descarte correto, coleta seletiva, reciclagem e economia circular também dependem da construção de uma cultura que reconheça o valor dos materiais e a responsabilidade de cada pessoa sobre aquilo que descarta.
A própria resolução reconhece a cultura como instrumento para fortalecer a inclusão social, apoiar meios de subsistência e tornar as comunidades mais resilientes, além de estimular o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os países.
Essa perspectiva ganha importância na gestão dos resíduos porque separar corretamente os recicláveis, reduzir o consumo de descartáveis e evitar o desperdício exigem mais do que infraestrutura, já que também passam pela educação e pela incorporação de novos comportamentos à rotina.
A mudança cultural também pode contribuir para valorizar catadores e cooperativas de reciclagem, profissionais que ocupam uma posição fundamental na recuperação dos materiais descartados pela população e na geração de trabalho e renda.
Ao longo dos próximos dez anos, a Década pretende estimular políticas públicas, investimentos e ações capazes de colocar a cultura de forma mais presente nas estratégias de desenvolvimento sustentável adotadas pelos países.
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