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COP 31 coloca economia circular no centro do debate climático

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Proposta é ampliar o reconhecimento da contribuição dessas práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A economia circular e a redução do desperdício terão espaço de destaque na COP31, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcada para acontecer entre 9 e 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia.

Um dos momentos da programação será o dia 11 de novembro, dedicado ao Desperdício Zero, que coincidirá com a abertura da Cúpula de Líderes e colocará a gestão sustentável dos resíduos entre os temas da agenda climática internacional.

A iniciativa dá continuidade às discussões da COP 30, realizada em Belém, que incluiu os resíduos sólidos e a economia circular em sua programação temática, com debates sobre redução do desperdício, reaproveitamento de materiais e desenvolvimento de modelos produtivos menos dependentes da extração de recursos naturais.

A proposta é ampliar o reconhecimento da contribuição dessas práticas para a redução das emissões de gases de efeito estufa, especialmente por meio da reciclagem, da compostagem e da diminuição do volume de resíduos enviados aos aterros sanitários.

Reciclagem também é uma questão social

Para o Brasil, o avanço dessa agenda representa uma oportunidade de fortalecer a coleta seletiva e ampliar os investimentos na cadeia da reciclagem, que ainda enfrenta dificuldades estruturais e desigualdades regionais.

Nesse cenário, os catadores de materiais recicláveis e suas cooperativas desempenham um papel fundamental, pois recuperam recursos que poderiam acabar nos aterros, abastecem a indústria com matérias-primas reaproveitadas e geram benefícios ambientais para toda a sociedade.

Apesar dessa contribuição, muitos profissionais ainda trabalham sem infraestrutura adequada, remuneração justa ou reconhecimento pelos serviços ambientais que prestam diariamente.

Por isso, a presença da economia circular nas negociações climáticas também abre espaço para discutir mecanismos de financiamento, inclusão socioprodutiva e políticas públicas capazes de fortalecer as cooperativas e ampliar as oportunidades de trabalho e renda.

A expectativa é que as discussões em Antalya ajudem a transformar o reconhecimento internacional da reciclagem em compromissos concretos, com investimentos em infraestrutura, educação ambiental e valorização dos profissionais que atuam na gestão de resíduos.


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