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Embalagens flexíveis desafiam reciclagem no Brasil

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Em algumas regiões, mais de um terço de tudo o que chega nas cooperativas não consegue retornar à cadeia produtiva. Foto: @role_sp

As embalagens plásticas flexíveis são os materiais que mais acabam como rejeito nas cooperativas de reciclagem brasileiras.

É o que mostra um diagnóstico divulgado pela Yattó, empresa especializada em logística reversa, após analisar 42 organizações de catadores distribuídas pelas cinco regiões do país.

Segundo o levantamento, esse tipo de embalagem aparece em 66% das cooperativas visitadas.

Bandejas de PET e isopor também figuram entre os materiais mais problemáticos por ainda não contarem com mercado ou tecnologia suficientes para viabilizar a reciclagem em larga escala.

O estudo também identificou uma grande quantidade de resíduos orgânicos misturados aos recicláveis.

Além de aumentar o volume de rejeitos, essa contaminação dificulta a triagem e reduz o aproveitamento de materiais que poderiam retornar à cadeia produtiva.

Na prática, tudo isso representa prejuízo para as cooperativas.

Os rejeitos ocupam espaço, aumentam os custos da operação e reduzem a renda dos catadores, já que precisam ser encaminhados aos aterros sanitários sem gerar retorno financeiro.

Para a Yattó, reduzir esse problema depende de dois caminhos. O primeiro é ampliar a reciclabilidade das embalagens colocadas no mercado.

O segundo passa pela responsabilidade das empresas em financiar soluções para materiais que ainda não possuem destinação adequada.

Enquanto essas mudanças não acontecem, a população também pode contribuir.

Separar corretamente os resíduos, evitar misturar recicláveis com restos de alimentos e dar preferência a produtos com embalagens mais recicláveis são atitudes que facilitam o trabalho das cooperativas e aumentam a quantidade de materiais efetivamente reciclados.

O que vira rejeito nas cooperativas

As embalagens plásticas flexíveis aparecem como o principal desafio para as cooperativas de reciclagem brasileiras.

De acordo com o diagnóstico da Yattó, esse tipo de material foi identificado em 66% das organizações visitadas, seguido por bandejas de PET (49%) e isopor (41%).

A pesquisa mostra ainda que o problema varia de acordo com a região do país.

O Centro-Oeste registrou a maior taxa de rejeitos (35%), seguido por Norte (30%) e Nordeste (28%). Já Sul (23%) e Sudeste (21%) apresentaram os menores índices.

Na prática, isso significa que, em algumas regiões, mais de um terço de tudo o que chega às cooperativas não consegue retornar à cadeia produtiva.


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