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Catadores brasileiros ganham voz na agenda climática global

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Categoria foi representada por Severino Lima Júnior, presidente da International Alliance of Waste Pickers (IAWP) e liderança ligada à ANCAT.

Os catadores brasileiros ampliaram sua participação nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas durante a Climate Week 4, realizada entre 7 e 11 de setembro em Baku, capital do Azerbaijão.

O setor foi representado por Severino Lima Júnior, presidente da International Alliance of Waste Pickers (IAWP) e liderança ligada à Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat) e ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Promovido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o encontro reuniu governos, empresas, organizações da sociedade civil e outros representantes para discutir caminhos capazes de transformar compromissos climáticos em ações concretas.

A participação brasileira levou ao debate internacional a experiência construída diariamente dentro das cooperativas, associações e organizações de catadores. Em Baku, Severino esteve ao lado de lideranças da América Latina, África e Ásia para discutir o papel desses trabalhadores na transição justa, no financiamento climático e na economia circular.

A relação entre reciclagem e mudanças climáticas também apareceu na programação oficial do evento. Uma das atividades discutiu formas de tornar mensurável a contribuição dos catadores para a redução das emissões e ampliar o acesso desses trabalhadores ao financiamento climático.

Na prática, o trabalho realizado diariamente pelos catadores ajuda a manter materiais em circulação e reduz a necessidade de utilização de novas matérias-primas. A própria International Alliance of Waste Pickers destaca que a atividade contribui para diminuir a poluição por plásticos e as emissões de carbono.

A presença de uma liderança brasileira em Baku também reforça uma reivindicação histórica do setor. Para a Ancat, os trabalhadores da reciclagem precisam participar dos espaços onde são definidas políticas relacionadas à economia circular, transição justa e enfrentamento das mudanças climáticas.

Mais do que reconhecer a contribuição ambiental dos catadores, o debate passa pela criação de mecanismos capazes de transformar esse trabalho em melhores condições, remuneração e oportunidades para cooperativas e trabalhadores autônomos.

A experiência levada do Brasil para Baku reforça que enfrentar a crise climática também exige olhar para quem está diariamente na linha de frente da recuperação dos materiais que descartamos.


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