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Estudo coloca em xeque decomposição de sacolas biodegradáveis

06 de Abril de 2020,11h00

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A análise evidencia como o termo "biodegradável" leva consumidor a crer que material pode simplesmente desaparecer do meio ambiente. Foto: Freepik

Biodegradável. A palavra, geralmente impressa em sacolas, pode remeter à ideia de que os itens, ao serem descartados, desaparecem automaticamente do meio ambiente. Mas não é bem assim, segundo um estudo publicado na revista científica Environmental Science and Technology.

O experimento aponta que uma sacolinha dita degradável, mesmo depois de vários meses após ser descartada estava em perfeitas condições. O produto conseguia até transportar mercadorias em sua capacidade máxima, colocando em questão o seu processo de decomposição.

A pesquisa foi realizada pelo professor e biólogo Richard Thompson e pela orientanda no programa de doutorado, Imogen E. Napper, da Unidade Internacional de Pesquisa de Lixo Marinho da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

A análise investigou a degradação de cinco tipos diferentes de sacos plásticos disponíveis no Reino Unido: dois oxibiodegradáveis, um biodegradável, um compostável e um em polietileno de alta densidade, o mais habitual que conhecemos. Os itens foram deixados expostos ao ar livre e também colocados na água.

Terminado o período de observação, foi constatado que a sacola compostável desapareceu completamente do ambiente aquático em apenas 90 dias, mas em terra estava intacta após 27 meses, mesmo apresentando sinais de desgaste.

As sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis e convencionais conservaram sua funcionalidade mesmo após longos três anos, sendo até mesmo capaz de carregar objetos.

“Foi realmente uma surpresa que, mesmo depois de três anos, ainda fosse possível levar as compras para casa com as sacolas. Elas não apresentavam a mesma resistência que tinham logo após saírem da fábrica, mas não tinham se decomposto em nenhum nível significativo”, declarou Thompson ao National Geographic.

O estudo evidencia como o termo pode confundir os usuários ao serem influenciados a pensar que o material simplesmente desaparece do meio ambiente.

Fonte: National Geographic

Texto produzido em 17/12/2019

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