08 de Abril de 2026,10h00
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A reciclagem no Brasil ainda enfrenta um desafio central, já que, apesar do apoio declarado da população às práticas sustentáveis, a separação correta dos resíduos segue como um dos principais gargalos, como revela estudo do Vox Lab em parceria com a Recicleiros e apoio da SIG.
Intitulado Por que as pessoas não reciclam?, o e-book apresenta dados inéditos sobre hábitos da população e identifica os principais fatores que influenciam a decisão de separar ou não os materiais recicláveis.
A pesquisa aponta que, apesar da consciência ambiental, ainda predominam barreiras culturais, falta de informação e limitações estruturais.
Entre os principais entraves estão dúvidas sobre o que pode ou não ser reciclado, ausência de coleta seletiva eficiente em diversas regiões e a percepção de que o esforço individual não gera impacto real.
Esse cenário contribui para que grande parte dos resíduos recicláveis acabe descartada de forma incorreta, seguindo para aterros sanitários ou até para o meio ambiente.
O levantamento reforça um problema histórico. Mesmo com alto potencial, a reciclagem no Brasil ainda apresenta índices baixos, principalmente por falhas na separação na origem.
Sem a triagem correta dentro de casa, materiais recicláveis são contaminados por resíduos orgânicos e perdem valor, dificultando o reaproveitamento.
Nesse contexto, o papel da população é decisivo. Separar corretamente os resíduos em duas frações básicas (lixo orgânico e lixo reciclável) já representa um avanço significativo.
Embalagens devem estar limpas e secas, o que facilita o trabalho nas cooperativas e aumenta a eficiência da cadeia.
O estudo também evidencia a importância de fortalecer a infraestrutura. Ampliar a coleta seletiva, investir em educação ambiental e garantir remuneração justa para catadores são medidas fundamentais para transformar o cenário atual.
Responsáveis por grande parte da reciclagem no Brasil, os catadores seguem como protagonistas dessa cadeia.
Quando há separação adequada dos resíduos, o volume e a qualidade dos materiais aumentam, gerando mais renda e melhores condições de trabalho para esses profissionais.
A pesquisa aponta caminhos claros para mudança. Informação acessível, engajamento coletivo e políticas públicas bem estruturadas podem reduzir as barreiras e acelerar a transformação.
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