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Saiba quanto cada brasileiro gera de lixo por dia

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Cada brasileiro gerou, em média, 1,14 quilo de lixo por dia em 2024, maior índice registrado nos últimos 15 anos.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,14 quilo de lixo por dia em 2024, o maior índice registrado nos últimos 15 anos. O dado faz parte de um levantamento elaborado a partir de informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, e mostra que a produção de resíduos no país voltou a crescer após anos de relativa estabilidade.

A série histórica revela uma evolução preocupante. Em 2010, a média nacional era de 0,93 kg por habitante por dia. Em 2024, o indicador alcançou 1,14 kg, alta superior a 22%. Segundo os pesquisadores, a geração de lixo cresce em ritmo mais acelerado do que o aumento da população brasileira, o que amplia os desafios para municípios responsáveis pela coleta e destinação dos resíduos.

Especialistas ouvidos no estudo afirmam que o Brasil ainda concentra seus esforços no tratamento do lixo após o descarte, enquanto políticas voltadas à redução da geração de resíduos permanecem limitadas. A avaliação é de que faltam metas claras para prevenir o desperdício e incentivar mudanças de comportamento da população.

Outro ponto destacado é a composição do lixo brasileiro. A matéria orgânica representa cerca de 44% do total coletado. Na sequência aparece o plástico, responsável por aproximadamente 17% dos resíduos urbanos. Grande parte desse volume poderia deixar de ocupar espaço em aterros sanitários por meio da compostagem, da redução do consumo e da reciclagem.

Nos últimos meses, o governo federal deu um passo importante para enfrentar esse cenário ao regulamentar metas obrigatórias para a reciclagem de embalagens plásticas por meio do Decreto Federal nº 12.688/2025. A medida busca fortalecer a logística reversa prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e ampliar o reaproveitamento desse material no país.

Como reduzir a geração de lixo

Embora políticas públicas sejam fundamentais, pequenas mudanças na rotina fazem diferença. Planejar as compras, evitar produtos descartáveis, priorizar embalagens reutilizáveis, aproveitar melhor os alimentos e separar corretamente os recicláveis ajudam a diminuir a quantidade de resíduos produzidos diariamente.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, moradores atendidos pela coleta seletiva podem encaminhar papel, plástico, metal e vidro para reciclagem. Já os resíduos orgânicos podem seguir para sistemas de compostagem doméstica ou iniciativas especializadas, reduzindo o volume destinado aos aterros sanitários.

Quanto menos lixo cada pessoa produz, menores são os impactos sobre o meio ambiente, os gastos públicos com limpeza urbana e a pressão sobre aterros. Além disso, a separação correta dos recicláveis fortalece o trabalho das cooperativas e dos catadores, responsáveis por grande parte da reciclagem realizada no Brasil.


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