23 de Fevereiro de 2026,10h00
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A Europa vai proibir sachês em bares e restaurantes a partir de agosto de 2026. A decisão integra um pacote de medidas para reduzir embalagens de uso único no continente e faz parte de metas mais rígidas previstas até 2030.
O objetivo é diminuir a geração de resíduos, enfrentar a poluição plástica e acelerar a transição para modelos baseados em reuso e refil.
Os tradicionais sachês de ketchup, mostarda e maionese entraram na mira das autoridades por um motivo prático: eles quase nunca são reciclados.
Essas embalagens são produzidas com camadas combinadas de plástico e alumínio, o que dificulta a separação dos materiais e inviabiliza a reciclagem em larga escala.
Além do impacto ambiental, o debate envolve questões sanitárias. Estudos citados por autoridades europeias indicam que a parte externa dos sachês pode acumular microrganismos, já que circula por diversas mãos antes de chegar ao consumidor.
A soma de baixa reciclabilidade e risco de contaminação reforçou a decisão política. Com a nova regra, bares, restaurantes e hotéis deverão substituir os sachês descartáveis por alternativas mais sustentáveis.
Entre as opções estão dispensers reutilizáveis e fornecimento sob pedido, o que reduz desperdício e excesso de plástico nas mesas.
A medida também busca estimular mudanças na indústria de embalagens, no comportamento do consumidor e outros países já caminham na mesma direção.
Na Espanha, o setor se adapta às normas europeias. Iniciativas locais na República Tcheca e em cidades dos Estados Unidos e do Canadá restringem a distribuição automática de sachês e outros plásticos descartáveis.
O movimento indica uma tendência global de enfrentamento aos itens de uso único.
No Brasil ainda não existe lei nacional que proíba a oferta de sachês em bares e restaurantes, mas o tema volta ao centro do debate público.
Diante da crise climática e do crescimento da geração de resíduos sólidos urbanos, especialistas defendem a redução de plásticos de uso único como prioridade para conter a crise do lixo.
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