16 de Junho de 2026,10h00
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Separar corretamente os resíduos dentro de casa pode parecer um gesto simples, mas o governo federal acredita que essa atitude tem potencial para transformar a reciclagem no Brasil.
Com esse objetivo, foi lançada recentemente a campanha educativa Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos, iniciativa nacional que pretende ampliar a coleta seletiva, fortalecer cooperativas e até triplicar o volume de materiais reciclados no país.
A ação reúne a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência e a Itaipu Binacional. O lançamento ocorreu em Fortaleza, durante o II Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental.
Com a mensagem “O resíduo que você separa vira renda na mão de quem recebe”, a campanha busca conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos materiais recicláveis.
A estratégia inclui vídeos educativos, conteúdos digitais, cartilhas, materiais pedagógicos, animações, programas de capacitação e ações de mobilização social em diferentes regiões do país.
Além dos benefícios ambientais, a iniciativa coloca os catadores no centro do debate. Segundo o governo federal, a separação inadequada dos resíduos ainda representa um dos principais gargalos da reciclagem brasileira.
Dados do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) mostram que 68,46% das organizações de catadores operam abaixo da capacidade instalada e que 38,4% dos materiais recebidos acabam classificados como rejeitos por causa da contaminação ou da separação incorreta feita na origem.
Para o governo, melhorar esse cenário significa aumentar a recuperação de materiais recicláveis, reduzir a quantidade de resíduos enviados aos aterros sanitários e ampliar a geração de trabalho e renda para milhares de famílias que dependem da reciclagem.
A expectativa é que o país consiga multiplicar os índices atuais por meio da educação ambiental e do fortalecimento da coleta seletiva.
O desafio não é pequeno. Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, boa parte dos resíduos recicláveis ainda segue para aterros ou recebe destinação inadequada.
Especialistas defendem que a informação correta e a participação da população são fatores decisivos para ampliar o aproveitamento dos materiais e fortalecer a economia circular.
Na prática, a campanha reforça uma orientação conhecida, mas nem sempre seguida. Materiais recicláveis devem ser separados dos resíduos orgânicos e encaminhados limpos e secos para a coleta seletiva.
Quanto melhor a qualidade dessa separação, maiores as chances de reaproveitamento e menor o desperdício de recursos.
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