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Mais da metade dos catadores de recicláveis em SP são mulheres

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No Brasil esse número é ainda maior e representa cerca de 70% dos trabalhadores da área. Foto: @role_sp

Mais da metade dos catadores de recicláveis de São Paulo são mulheres, informa a Federação Paulista das Cooperativas de Reciclagem (Fepacore).

E segundo a Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), no Brasil esse número é ainda maior e representa cerca de 70% dos trabalhadores da área.

Responsáveis pela retirada de milhares de toneladas de resíduos de residências, comércios, vias públicas, margens de rios e praias, essas profissionais contribuem diretamente para o bom funcionamento das cidades e fazem girar a roda da economia circular no país.

Transformando aquilo que não serve mais para os outros em sua fonte de renda, esse exército de trabalhadoras precarizadas é peça fundamental para a construção de um mundo com equilíbrio ecológico.

Mas infelizmente, apenas 10% delas estão vinculadas às cooperativas de reciclagem e a falta de organização formal significa, muitas vezes, péssimas condições de trabalho, baixos salários e acesso limitado a benefícios sociais.

Na prática, o cooperativismo permite o acesso à aposentadoria, assistência médica e outros direitos que são negados a quem trabalha de forma autônoma.

O cooperativismo traz ainda a vantagem de possibilitar o aumento da renda dos trabalhadores. Por meio da venda conjunta dos materiais recicláveis, as cooperativas conseguem negociar melhores preços e reduzir custos operacionais.

Com isso, os trabalhadores não apenas têm mais segurança financeira, mas também fortalecem sua voz na sociedade e conquistam visibilidade e respeito por seu trabalho.

“A associação a uma cooperativa possibilita o trabalho coletivo, acesso ao mercado, venda direta dos resíduos à indústria e aumento de renda. Ao mesmo tempo, oferece seguridade social com proteção previdenciária, seguro de vida e acidentes, e um ambiente de trabalho adequado”, informa Jair do Amaral, Diretor-Presidente da Fepacore.

“Além disso, o catador também se torna dono do empreendimento, fator que viabiliza seu desenvolvimento pessoal e profissional”, finaliza Jair.  


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