25 de Maio de 2026,08h00
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Metade do lixo gerado no Brasil é composta por resíduos orgânicos, principalmente restos de alimentos descartados diariamente em residências, feiras, supermercados e restaurantes, é o que indicam todas as pesquisas já feitas até hoje.
E todo esse material acaba nos aterros sanitários ou nos lixões clandestinos, onde libera metano durante a decomposição, gás que contribui para o agravamento das mudanças climáticas.
E esse é um problema diretamente ligado ao desperdício de comida em escala global. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 17% de todos os alimentos disponíveis para consumo no mundo são descartados todos os anos.
Além dos impactos sociais e econômicos, todo esse desperdício também intensifica a pressão sobre os ecossistemas. Estudos da WWF apontam que grande parte da perda de biodiversidade no planeta está relacionada justamente à produção de alimentos.
Entre os fatores associados estão o avanço da agropecuária sobre áreas de proteção, o desmatamento, práticas agrícolas insustentáveis e modelos predatórios de pesca e aquicultura.
Ou seja, toneladas de recursos naturais são consumidas para produzir alimentos que muitas vezes sequer chegam a ser aproveitados.
Por isso, repensar hábitos de consumo nunca foi tão urgente. Pequenas mudanças dentro de casa já ajudam a reduzir significativamente os impactos ambientais provocados pelo desperdício.
Planejar melhor as compras, evitar excessos, armazenar corretamente frutas, verduras, aproveitar e reaproveitar integralmente os alimentos estão entre as principais recomendações.
Cascas, talos e sementes, por exemplo, podem ser utilizados em novas receitas e ajudam a diminuir o volume de resíduos descartados diariamente.
Outra alternativa importante é a compostagem doméstica. O processo transforma resíduos orgânicos em adubo natural e reduz a quantidade de lixo enviada aos aterros sanitários.
Hoje, existem soluções compactas que permitem manter composteiras até mesmo em apartamentos.
Em outra frente, cresce a importância da educação ambiental para combater a cultura do desperdício e estimular hábitos mais sustentáveis desde a infância.
Enquanto isso, o Brasil ainda dá os primeiros passos para ampliar políticas públicas voltadas à coleta seletiva de resíduos orgânicos.
E apesar do avanço da reciclagem de materiais como papel, vidro, metal e plástico, a fração que representa a maior parte do que é aterrado segue sem receber a atenção devida.
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