Microsoft lança mouse feito de plástico retirado do oceano

13/10/2021

Comprometida em gerar um futuro mais sustentável ambientalmente em suas operações comerciais, a gigante de tecnologia Microsoft lançou um mouse sem fio produzido com 20% de plástico retirado dos oceanos.

A novidade chega em uma caixa sustentável com materiais reciclados e sem nenhum plástico utilizado na produção, apenas madeira reciclada e fibras de cana-de-açúcar. Essas ações fazem parte do objetivo da Microsoft de finalizar o uso das embalagens totalmente feitas de plástico até 2025.

O Ocean Plastic Mouse (Mouse de Plástico Oceânico), como é chamado o lançamento, possui um design semelhante ao dos modelos tradicionais da marca com três botões que podem ser personalizados por meio de um software específico.

Além disso, o acessório traz consigo sensores de rastreamento, que tornam a navegação mais rápida, e a tecnologia Swift Pair, que torna possível o pareamento do produto entre o computador ou notebook com versões do Bluetooth e do Windows a partir do 4.0 e 8.1 respectivamente.

Para ajudar na hora do descarte, a Microsoft deseja implantar um programa de logística reversa para receber mouses antigos para reciclagem com ajuda de estabelecimentos e cooperativas parceiras.

No momento, a novidade está disponível apenas nos Estados Unidos por US$ 25, mais ou menos R$140, e não tem previsão para chegar no Brasil.

Imagem - Mouse feito com plástico reciclado do oceano. Foto: Divulgação

Mouse feito com plástico reciclado do oceano. Foto: Divulgação

IMPACTO AMBIENTAL DO LIXO PLÁSTICO

Milhões de animais são mortos em função do impacto do lixo plástico no meio ambiente todos os anos. Quase 700 espécies, incluindo muitas ameaçadas de extinção, são conhecidas por serem diretamente afetadas pela poluição plástica. Já foram encontrados resíduos plásticos no sistema digestivo de praticamente todas as espécies de aves marinhas.

A maioria das mortes dos animais é causada por inanição. Focas, baleias, tartarugas e outros animais acabam estrangulados por equipamentos de pesca industrial abandonados ou em anéis plásticos descartados incorretamente.

Microplásticos foram encontrados em mais de 100 espécies aquáticas, incluindo peixes, camarões e mexilhões destinados ao consumo humano. Em muitos casos, esses pequenos pedaços são expelidos sem consequências pelo sistema digestivo. Mas se descobriu que eles podem obstruir o trato digestivo, perfurar órgãos e levar pessoas à morte.

Os resíduos plásticos também são consumidos pelos animais terrestres, incluindo elefantes, hienas, zebras, tigres, camelos, cabeças de gado, entre outros grandes mamíferos. Em alguns casos, eles causaram a morte desses animais.

Testes confirmaram danos ao fígado de algumas espécies e alterações nos sistemas reprodutivos de outras. Uma nova pesquisa mostrou que os alevinos comem nanofibras plásticas já nos seus primeiros dias de vida, levantando novas questões sobre os impactos do lixo plástico nas populações de peixes.

VOCÊ PODE AJUDAR!

O seu papel é fundamental para a redução do uso do plástico ou para seu reaproveitamento. Uma primeira dica é verificar se a produção do que você anda usando em casa é feita com plástico reciclável. Para isso, basta procurar o símbolo da reciclagem nas embalagens. São aquelas setinhas que apontam uma para outra em formato triangular.

A segunda dica é separar o lixo em dois: comum e reciclável. Assim, você garante que os resíduos plásticos sejam encaminhados para uma Central Mecanizada de Triagem ou para uma cooperativa de catadores de lixo reciclável.

Caso você ainda não pratique a coleta seletiva, aí estão algumas dicas para começar!

Faça sua parte!

Tenha duas lixeiras em casa para separar o lixo comum do reciclável, isso facilita o processo.

Higienize suas embalagens antes de descartá-las para a coleta, o importante é utilizar água de reuso ou guardanapos sujos no procedimento.

Fique atento aos dias e horários que o caminhão da coleta seletiva passa na sua residência, não misture os sacos do comum com os recicláveis.

Coloque o lixo para coleta com poucas horas de antecedência, assim, ele não corre o risco de ser levado pela chuva, entupindo bueiros e causando enchentes.

Texto produzido em 13/10/2021

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