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Respiramos partículas de microplástico, diz estudo

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Raio X de pulmão. Foto: eAlisa/shutterstock.com

Inalamos partículas de microplástico e ficamos doentes por isso. A fundação Plastic Soup chegou a essa conclusão, após um estudo recente. Em razão do seu tamanho minúsculo, pedaços de plástico ficam no ar que se respira e sua inalação pode gerar doenças respiratórias, cardiovasculares, problemas de formação do bebê dentro do útero e até mesmo câncer.
No mundo, são aproximadamente 3 milhões de toneladas de plásticos produzidos anualmente, sendo que metade desse material vai para o lixo em menos de um ano e apenas 9% vai para reciclagem. Os 91% restantes poluem o ar, a terra e a água. Parte deles, tem o destino final nos pulmões. Como o corpo humano não consegue eliminar partículas de plástico, elas ficam no tecido pulmonar ou chegam a entrar na corrente sanguínea, o que pode provocar algumas doenças. As mais afetadas são as crianças.
Os cientistas também descobriram que a propagação dessas partículas de plástico é maior dentro de casa. Elas vão para o ar por meio do atrito, calor ou muita luz em objetos plásticos como móveis, sacolas, brinquedos, embalagem de pasta de dente ou cosméticos. Aquelas bolinhas de plástico do creme esfoliante, por exemplo, podem levar 100 mil partículas de microplásticos ao ar e à água. A maioria é invisível a olho nu. Alguns países como Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia já proibiram a fabricação de produtos com microesfera de plástico, em janeiro de 2018. Anos atrás, nos Estados Unidos, o ex-presidente Barack Obama já tinha instituído uma lei que proibia o uso dessa substância e deu a opção de usar esfoliantes naturais.
Marcas de belezas conhecidas mundialmente como LOreal e Unilever prometeram substituir o componente por outros mais sustentáveis. O estudo da Plastic Soup também revelou que uma parte dos microplásticos encontrados dentro de casa vem de fibras de roupas sintéticas. Hoje em dia, esses materiais como o acrílico, nylon e o poliéster somam 60% da produção têxtil global. Ao lavar produtos feitos com esses componentes, fibras de microplásticos são liberadas na água e, por não haver um filtro eficaz, poluem o meio ambiente. Lavar um casaco sintético, por exemplo, pode liberar pelo menos 250 mil microplásticos. 
Como medida urgente, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou uma resolução que tem o intuito de reduzir o fluxo de resíduos plásticos nos oceanos. Agora, o maior desafio é que os membros também façam uma resolução para frear a disseminação de resíduos plásticos no ar.

Fontes: Época Negócios e Plastic Soup


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