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União Europeia endurece regras para evitar Greenwashing

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Informações vão passar por verificação independente e precisam de comprovação científica. Foto: Image Point Fr / shutterstock.com

A Comissão da União Europeia para o Meio Ambiente anunciou na última semana o endurecimento das regras para evitar o Greenwashing, termo usado para identificar empresas que buscam enganar os consumidores com informações incompletas e mentirosas sobre responsabilidade ambiental.

De acordo com o texto do documento, as empresas que decidirem fazer afirmações ecológicas sobre seus produtos ou serviços terão que respeitar normas mínimas, fundamentar essas alegações e comunicar essa fundamentação para o público.

Na prática, qualquer ação de sustentabilidade comunicada precisará ser verificada de forma independente e comprovada com evidências científicas.

Além de acabar com mensagens vazias, como “protetor solar amigo do oceano” ou “entrega com compensação de CO2”, as novas normas também proíbem a divulgação e criação de rótulos ambientais públicos e privados.

A exceção são o rótulo ecológico e o logotipo de alimentos orgânicos da União Europeia, que certificados oficialmente, já garantem a confiabilidade das informações.

Por falar em rótulos, a proposta também pretende regulamentar o setor. Existem atualmente pelo menos 230 rótulos nos países da UE e há evidências de que essa quantidade confunde e causa desconfiança nos consumidores.

O que é Greenwashing?

A expressão significa algo como “maquiagem verde” ou “lavagem verde”. É um termo para definir empresas que criam uma falsa aparência de sustentabilidade em seus produtos ou embalagens, mas na verdade impactam violentamente o meio ambiente com suas atividades.

Em geral, a estratégia é utilizar termos vagos e sem embasamento, além de certificações mentirosas, que levam o consumidor a acreditar que aquele produto é ecologicamente responsável.

Um exemplo bem legal é apresentado no documentário Seaspiracy – Mar Vermelho, que denuncia a farsa dos rótulos Dolphin Safe e Marine Stewardship Council nas embalagens de atum enlatado. Para combater esse tipo de conduta só há um caminho.

Precisamos ficar atentos aos rótulos dos produtos nos supermercados e lojas que apresentam informações imprecisas e certificados não emitidos por órgãos confiáveis como FSC Brasil, PROCEL e CERFLOR.

No site do IDEC também dá para conferir algumas empresas brasileiras que já foram flagradas praticando Greenwashing.

Fique atento e dê sempre preferência aos produtos realmente sustentáveis!


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