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União Europeia proíbe comercialização de glitter e purpurina

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Medida vai evitar impacto de meio milhão de toneladas de microplásticos nos ecossistemas. Foto: Kozhukhova / shutterstock.com

A Comissão Europeia proibiu no último mês de setembro a comercialização de glitter, purpurina e de outros produtos que sejam intencionalmente fabricados com microplásticos.

Segundo nota enviada à imprensa, a decisão foi tomada depois de pesquisas indicarem que a medida evitará o impacto ambiental de meio milhão de toneladas de resíduos nos ecossistemas do continente.

A instituição ainda explicou que a legislação não se aplica a outros mercados e os produtos que já estão em circulação não precisam ser recolhidos ou retirados imediatamente.

Vale destacar que a lei inclui outros itens, como brinquedos, produtos de limpeza e até medicamentos. Mas para cada um haverá um tempo específico de adaptação e tolerância.

A determinação inclui o pacto ecológico da UE, que pretende tornar a Europa o primeiro continente climaticamente neutro até 2050.

O objetivo do “Green Deal” europeu é dissociar o crescimento econômico da exploração sem limites dos recursos naturais.

Impacto ambiental do glitter

Basicamente, o glitter é fabricado em uma barra de alumínio, com uma carapaça de plástico.

Depois de passar por algumas etapas, o material é decomposto em micropartículas até chegar ao produto final.

E exatamente aí está problema. Por serem muito pequenos, esses grãos não são filtrados pelos sistemas de tratamento de esgoto e invariavelmente acabam nos rios e oceanos.   

Dessa forma, os microplásticos impactam toda a cadeia alimentar. Ou seja, são ingeridos por algas, plânctons, crustáceos, moluscos e peixes, e chegam aos nossos organismos pelo consumo de animais contaminados.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, um estudo da Universidade Federal do Pará revelou que cerca de 98% dos peixes coletados em nascentes e rios amazônicos estavam contaminados por microplásticos.

Ao mesmo tempo, pesquisas recentes de diferentes e renomados institutos do mundo inteiro detectaram microplásticos no coração, nos pulmões e em outros órgãos do corpo humano.


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