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A conta do Tratado do Plástico não fecha

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Foto: Roberto Sorin / shutterstock.com

Representantes de 175 países reúnem-se nesta semana, na França, para mais um ciclo de debates do Tratado do Plástico, acordo mundial que busca frear os impactos da poluição plástica no planeta.    

Os diplomatas estão neste momento na sede da Unesco em uma segunda etapa das negociações, das cinco agendadas para chegar a um acordo histórico sobre o ciclo de vida do plástico.

Abaixo, reproduzimos na íntegra um texto divulgado pelo Movimento Sea Shepherd na última segunda-feira (29), que aponta as inconsistências do acordo.

Hoje, acontece a primeira reunião da ONU/ PNUMA para a discussão do novo Tratado do Plástico: um acordo entre países e empresas previsto para ser implementado ano que vem.

No entanto, vemos as possíveis metas como extremamente insuficientes: o relatório Turning Off The Tap, lançado previamente ao evento, mostra um plano para reduzir a poluição plástica até 2040 que é alarmante, pois se concentra na circularidade como solução, sem defender severas políticas de proibição do plástico virgem ou subsidiar alternativas.

A produção de plástico segue prevista para duplicar até 2040.

A conta não fecha!

Mas por que se preocupar com o plástico?

- O plástico é uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha: já se sabe que quase 700 espécies estão em risco de extinção.

- O plástico faz mal à nossa saúde: em estudo recente, 3.200 substâncias químicas associadas ao plástico foram catalogadas como preocupantes devido ao potencial impacto na saúde humana e meio ambiente.

- O plástico reciclado não é a solução: os riscos citados acima são piores quando vêm dos reciclados, que se decompõem mais facilmente e são absorvidos pelos organismos humanos e dos animais.

- O plástico é fortemente ligado às mudanças climáticas: seu material é derivado do petróleo, diretamente ou indiretamente responsável por 42% das emissões de carbono.

Neste contexto, focar na reciclagem e circularidade diante da perspectiva de aumento da produção não é uma solução.

O que o mundo precisa urgentemente é fechar a torneira do material.

O lixo plástico tem se espalhado por todos os cantos da Terra.

Chegou o momento de abandonar soluções superficiais e tomar atitudes urgentes.

Exigimos dos países e empresas uma meta REAL para o combate ao plástico.

Nosso planeta e as gerações futuras dependem disso!


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