Boas práticas reduzem o crime na Jamaica

12/09/2018

Imagem - Kingston, Jamaica. Foto: delaflow/shutterstock.com

Kingston, Jamaica. Foto: delaflow/shutterstock.com

Tempos atrás, se perguntassem para a engenheira ambiental do Banco Mundial, Farouk Banna, quais eram os benefícios de uma ótima gestão de resíduos sólidos, ela responderia: melhora da saúde pública, redução das emissões de gases de efeito estufa e auxílio no sistema de drenagem das cidades.

Porém, quando Farouk implantou um projeto para reduzir o lixo em Kingston, na Jamaica, percebeu que uma boa gestão do lixo extrapolou os benefícios iniciais e reduziu o crime e a violência nas ruas locais.

“Descobrimos que lixos como máquinas de lavar roupa, por exemplo, poderiam ser usados ​​para bloquear estradas contra a chegada da polícia e que garrafas de vidro eram usadas ​​como armas”, explica.

O fato chamou a atenção do Banco Mundial e as autoridades concentraram esforços na remoção de grandes itens de lixo na periferia da Jamaica. 

Já com a comunidade limpa e com o lixo recolhido, Farouk notou na comunidade maior bem-estar e zelo pelo bairro. Tanto que o governo jamaicano recebeu do Banco Mundial incentivos para a zeladoria, como caminhões de lixo, criação de cargos para guardas ambientais e pontos de depósito de resíduos recicláveis e orgânicos.

Farouk conta que a relação entre uma boa gestão de resíduos sólidos e a diminuição da criminalidade assemelha-se à “teoria das janelas quebradas” implantada pelo ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, para reduzir o crime e tornar a cidade mais segura. A teoria é que, se um bairro tem muitas janelas quebradas, ele cria uma percepção de abandono, medo e leva a mais janelas danificadas e maior violência. As pessoas não se sentirão seguras andando em um bairro onde o crime é predominante, devido aos sinais visuais que podem atrair criminosos.

Fonte: The Wolrd Bank Blog

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