Boliviana constrói casas utilizando garrafas PET

19/12/2019

Imagem -  Embalagens de plástico e cimento sustentável feito a base de barro serve de moradia para famílias em situação de extrema pobreza. Foto: Casas de Botellas / Divulgação

Embalagens de plástico e cimento sustentável feito a base de barro serve de moradia para famílias em situação de extrema pobreza. Foto: Casas de Botellas / Divulgação

Uma iniciativa tem mudado a vida de pessoas em situação de miséria na Bolívia, e ainda, de quebra, ajudado o planeta no combate à poluição ocasionada por plástico. A artesã e advogada, Ingrid Vaca Diez, de Warnes, cidade próxima de Santa Cruz de La Sierra, desenvolveu uma técnica para construir moradias reaproveitando garrafas PET.

Segundo a revista Superinteressante, a ideia surgiu após uma briga com o marido, que não aguentava mais a quantidade de ‘entulho’ que Ingrid guardava em casa para trabalhos manuais. “Dá para construir uma casa com esse monte de PET”, reclamou o parceiro em tom de ironia. Esse foi o start para que ela iniciasse as atividades.

A ação, nomeada de Casas de Botellas (Casa de Garrafas, em português) utiliza as embalagens de plástico com um tipo de cimento sustentável feito a base de barro, açúcar, linhaça e mingau na construção das casas. São necessárias 82 garrafas de 2 litros (ou 240 de 600 ml) por metro quadrado para a criação da residência. A primeira habitação foi construída com 170m² e foram utilizadas 36 mil garrafas de dois litros.

Para erguer uma casa são necessários 20 dias e a ajuda de 10 voluntários. Em 14 anos de projeto, Ingrid já arquitetou mais de 300 unidades para famílias em situação de extrema pobreza, não só na Bolívia, mas na Argentina, México, Uruguai e Panamá.

A principal dificuldade para a concepção é a falta de matéria-prima, e claro, pessoas dispostas a ajudar. Ainda segundo o portal da revista, a produção de lares no Brasil está nos planos da artista. Ela acredita que o povo brasileiro é mais receptivo a trabalhos humanitários e possui uma cultura de reciclagem mais forte em comparação a outros países.

Fontes: Superinteressante, The Greenest post

Texto produzido em 23/07/2019

Tags: notícias
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