10 de Junho de 2026,10h00
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O Brasil deu um passo importante para ampliar a reciclagem de embalagens plásticas.
O decreto federal nº 12.688/2025 estabeleceu metas nacionais obrigatórias para o setor e determinou que 32% das embalagens plásticas colocadas no mercado sejam recicladas até 2026.
O percentual deverá crescer gradualmente nos próximos anos até alcançar 50% em 2040.
A medida integra a estratégia nacional para fortalecer a economia circular, reduzir o envio de resíduos aos aterros sanitários e ampliar a responsabilidade das empresas sobre os produtos após o consumo.
Na prática, o decreto exige que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes ampliem investimentos em sistemas de logística reversa, coleta seletiva e recuperação de materiais.
O objetivo é acelerar o retorno das embalagens ao ciclo produtivo e diminuir a dependência de matéria-prima virgem.
Diante do novo cenário, grandes empresas já intensificam iniciativas voltadas ao reaproveitamento de resíduos.
Coca-Cola, Natura, Grupo Boticário e Unilever estão entre as companhias que ampliam programas de logística reversa para atender às exigências da nova regulamentação.
O movimento tende a gerar impactos positivos em toda a cadeia da reciclagem.
Quanto maior a demanda por embalagens recuperadas, maior a necessidade de coleta, separação e processamento dos materiais.
Nesse contexto, cooperativas e catadores ganham papel ainda mais estratégico.
Segundo estimativas do setor, mais de 90% dos materiais reciclados no Brasil passam pelas mãos desses trabalhadores.
Por isso, o cumprimento das metas precisa vir acompanhado de investimentos em infraestrutura, remuneração adequada e inclusão produtiva.
Além dos benefícios sociais, a ampliação da reciclagem ajuda a reduzir emissões de gases de efeito estufa, economizar recursos naturais e fortalecer a economia circular.
O desafio agora será transformar as metas estabelecidas no papel em resultados concretos nas ruas, nas cooperativas e nas indústrias.
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