22 de Julho de 2026,10h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
A proibição de destruir roupas, calçados e acessórios não vendidos passou a valer na União Europeia. As novas regras entraram em vigor no último dia 19 de julho e representam mais um passo da estratégia do bloco para reduzir o desperdício e fortalecer a economia circular.
A medida faz parte do Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR). Em fevereiro deste ano, a Comissão Europeia definiu as normas que regulamentam a proibição. Agora, elas passam a produzir efeitos para as empresas abrangidas pela legislação.
Na prática, grandes empresas deixam de poder destruir peças novas apenas porque não foram comercializadas. O objetivo é ampliar alternativas como revenda, doação, reutilização e outras formas de prolongar a vida útil dos produtos, evitando que materiais em perfeitas condições acabem descartados.
A iniciativa também busca criar condições mais equilibradas para empresas que já adotam modelos de negócio alinhados aos princípios da economia circular, além de reduzir os impactos ambientais associados ao desperdício de matérias-primas, água, energia e outros recursos utilizados na fabricação de roupas, calçados e acessórios.
A indústria da moda figura entre as atividades que mais consomem recursos naturais e geram emissões de gases de efeito estufa. Quando produtos novos são destruídos antes mesmo de chegarem aos consumidores, todo o impacto ambiental provocado durante a produção torna-se desnecessário.
Embora a regra tenha validade apenas nos países da União Europeia, a expectativa é que seus efeitos ultrapassem as fronteiras do bloco. Muitas marcas atuam em diferentes mercados e tendem a adaptar processos globais para atender às novas exigências ambientais, ampliando o alcance da medida.
A entrada em vigor da legislação reforça uma tendência observada em diversos países. Em vez de tratar produtos sem uso como descarte, governos e empresas passam a incentivar estratégias que mantenham materiais e mercadorias em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo a geração de resíduos e o consumo de recursos naturais.
Legislação impede o descarte de peças novas e incentiva modelos mais sustentáveis
É hora de mudar a forma como produzimos, consumimos e descartamos esses materiais
Levantamento monitorou realidade dos profissionais da reciclagem em cinco capitais e no DF
Estudo revela uma sociedade cada vez mais aberta à adoção de práticas sustentáveis