18 de Junho de 2026,10h00
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O sistema brasileiro de logística reversa de medicamentos atingiu um marco histórico. Pela primeira vez, o volume de remédios vencidos ou em desuso encaminhados para destinação ambientalmente adequada superou mil toneladas em um único ano.
Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as 29 maiores redes do varejo farmacêutico recolheram 1.011,54 toneladas de medicamentos e embalagens em 2025.
O resultado representa um crescimento de 30% em relação ao ano anterior e um volume 18 vezes superior ao registrado em 2021, quando o sistema nacional começou a ser implantado em larga escala.
O avanço também aparece na expansão da infraestrutura. O número de pontos de recebimento saltou de 3.634 para 7.780 em cinco anos. Atualmente, 775 municípios brasileiros contam com sistemas de coleta, que alcançam cerca de 199 milhões de habitantes.
O programa setorial LogMed, responsável pela logística reversa de medicamentos domiciliares, informa que a rede já opera em aproximadamente 780 cidades e dispõe de quase 8 mil pontos de entrega voluntária espalhados pelo país.
Os números evidenciam uma mudança importante de comportamento da população. Durante décadas, o descarte de remédios no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário foi uma prática frequente.
O problema é que substâncias químicas presentes nesses produtos podem contaminar o solo, rios, reservatórios e até comprometer a qualidade da água destinada ao abastecimento público.
Além dos impactos ambientais, especialistas alertam para riscos à saúde pública. Antibióticos descartados de forma inadequada podem contribuir para o aumento da resistência bacteriana, enquanto hormônios e outros compostos farmacêuticos afetam organismos aquáticos e desequilibram ecossistemas.
A legislação brasileira determina que medicamentos vencidos ou sem uso sejam encaminhados para sistemas de logística reversa.
Após a coleta, os resíduos seguem para tratamento especializado e destinação final ambientalmente adequada, processo que impede a contaminação do meio ambiente e reduz riscos sanitários.
Apesar dos avanços, o setor avalia que ainda existe espaço para crescimento. O país possui milhares de farmácias aptas a receber esse tipo de material e a ampliação das campanhas de conscientização continua fundamental para aumentar a participação da população.
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