01 de Agosto de 2026,10h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
As embalagens plásticas flexíveis são os materiais que mais acabam como rejeito nas cooperativas de reciclagem brasileiras.
É o que mostra um diagnóstico divulgado pela Yattó, empresa especializada em logística reversa, após analisar 42 organizações de catadores distribuídas pelas cinco regiões do país.
Segundo o levantamento, esse tipo de embalagem aparece em 66% das cooperativas visitadas.
Bandejas de PET e isopor também figuram entre os materiais mais problemáticos por ainda não contarem com mercado ou tecnologia suficientes para viabilizar a reciclagem em larga escala.
O estudo também identificou uma grande quantidade de resíduos orgânicos misturados aos recicláveis.
Além de aumentar o volume de rejeitos, essa contaminação dificulta a triagem e reduz o aproveitamento de materiais que poderiam retornar à cadeia produtiva.
Na prática, tudo isso representa prejuízo para as cooperativas.
Os rejeitos ocupam espaço, aumentam os custos da operação e reduzem a renda dos catadores, já que precisam ser encaminhados aos aterros sanitários sem gerar retorno financeiro.
Para a Yattó, reduzir esse problema depende de dois caminhos. O primeiro é ampliar a reciclabilidade das embalagens colocadas no mercado.
O segundo passa pela responsabilidade das empresas em financiar soluções para materiais que ainda não possuem destinação adequada.
Enquanto essas mudanças não acontecem, a população também pode contribuir.
Separar corretamente os resíduos, evitar misturar recicláveis com restos de alimentos e dar preferência a produtos com embalagens mais recicláveis são atitudes que facilitam o trabalho das cooperativas e aumentam a quantidade de materiais efetivamente reciclados.
As embalagens plásticas flexíveis aparecem em 66% das cooperativas analisadas, seguidas por bandejas de PET (49%) e isopor (41%).
O estudo também identificou grande presença de resíduos orgânicos misturados aos recicláveis.
Entre as regiões, o Centro-Oeste lidera a taxa de rejeitos (35%), à frente de Norte (30%) e Nordeste (28%). Sul (23%) e Sudeste (21%) registraram os menores índices.
Diagnóstico da Yattó expõe perdas para catadores e gargalos da coleta seletiva no país
Lixão têxtil no Atacama ultrapassa 60 mil toneladas e expõe impactos da indústria têxtil
Recicla Sampa lamenta falecimento do jovem e presta solidariedade à família e à Loga
Entidade apoia novas regras, embora veja risco de concentração dos benefícios na indústria