28 de Junho de 2019,12h00
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Primeiro país da América Latina a tomar a medida, o Chile proibiu completamente o uso de sacolas plásticas em todos os departamentos comerciais de seu território. A lei, publicada no Diário Oficial em agosto de 2018, permite a entrega das sacolas apenas em casos em que as embalagens sejam necessárias para evitar o desperdício de alimentos. O estabelecimento infrator arca com multa de 370 dólares por cada sacola plástica entregue.
De acordo com informações da agência de notícias ANSA, o presidente chileno Sebastián Piñera acredita que a iniciativa eliminará o uso do material no país dentro de dois anos. "O Chile é um dos primeiros no mundo a dizer 'tchau!' para as sacolas plásticas. Isso é bom não só para o Chile, mas para a América Latina e para o mundo", afirmou.
As grandes empresas tiveram seis meses para eliminar as sacolas, mas o comércio de pequeno porte ainda tem dois anos para se adaptar à nova lei. Como medida de apoio, foram distribuídas ecobags (sacolas de pano) pelas calçadas de Santiago com o objetivo de incentivar a cultura dos materiais recicláveis e da economia circular.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que no Brasil são distribuídas cerca de 1,5 milhão de sacolas por hora, o que resulta em mais de 13 bilhões desse material por ano, que, quando destinadas incorretamente, acabam nos rios e mares. Além de ser um material que leva centenas de anos para se decompor, as sacolas plásticas também têm um alto custo para o meio ambiente por serem produzidas por materiais tóxicos, como o petróleo. Aplicar medidas para a redução no uso desse material tem sido uma das principais decisões tomadas por governos de diversos países que buscam uma sociedade mais sustentável.
Fontes: Época Negócios; ANSA Brasil; Ministério do Meio Ambiente
Texto produzido em 08/01/2019
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