11 de Fevereiro de 2026,10h00
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Durante a abertura do Carnaval de Rua 2026 no Ibirapuera, enquanto milhares de foliões acompanham os megablocos, cerca de 200 catadores atuam na coleta de materiais recicláveis ao longo do dia.
O trabalho contribui para a limpeza urbana e garante renda durante os dias de festa. A iniciativa faz parte de uma operação estruturada da Prefeitura de São Paulo, com coleta organizada, central de triagem instalada no próprio local e pagamento direto conforme o volume entregue.
Ao longo dos oito dias de Carnaval, a ação assegura destinação correta dos resíduos e fortalece a inclusão social.
A remuneração é calculada por metas. A cada 15 quilos de materiais recicláveis, o catador recebe R$ 150. Com a entrega adicional de cinco quilos, o valor pode chegar a R$ 250 por dia, de acordo com a produtividade.
Os materiais coletados passam por pesagem e triagem inicial no local e, em seguida, seguem para centrais de cooperativas, onde são separados e reaproveitados. A estrutura conta com área de recebimento, caçambas específicas, transporte por caminhões da varrição e apoio logístico aos trabalhadores.
Para os catadores, a ação representa oportunidade concreta de renda e valorização profissional. “É o nosso trabalho e faz diferença para o sustento da casa”, resume Raimunda Moreira, 64 anos, moradora do Grajaú.
Segundo ela, além do impacto social, a reciclagem durante grandes eventos ajuda a reduzir problemas urbanos. “Quando o lixo é separado direito, a cidade sente”, afirma.
A iniciativa é realizada em parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, com patrocínio da Ambev e da EcoUrbis, e reforça o potencial do Carnaval como espaço de geração de renda, cuidado ambiental e cidadania.
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