Chile proíbe plásticos em restaurantes e delivery

04/06/2021

Imagem - Plásticos de uso único usado em deliveries. Foto: sherlesi / Shutterstock

Plásticos de uso único usado em deliveries. Foto: sherlesi / Shutterstock

O Congresso chileno aprovou uma lei no último dia 21 de maio que proíbe a entrega de talheres, palitos de mistura, copos, canudos, pratos, recipientes de comida para viagem, sachês de molhos, tampas, entre outros itens descartáveis pelos restaurantes e APPs de delivery.

O projeto de lei, que ainda precisa de sanção do senado e pode sofrer alterações, também obriga supermercados, lojas de conveniência e armazéns a oferecerem opções de bebidas retornáveis e estipula a obrigatoriedade da logística reversa em todos os produtos vendidos que contenham algum tipo de plástico em suas embalagens. 

Ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt, disse em entrevista coletiva à imprensa chilena que a aprovação do projeto tem apoio de parlamentares de diferentes matizes ideológicas e da sociedade civil e que representa um marco para um Chile sustentável ambientalmente.

“É um projeto ambicioso que vai nos permitir retirar de circulação mais de 23 mil toneladas de plásticos descartáveis ​​que são geradas todos os anos pelas atividades nos restaurantes, bares, cafés e entregas de delivery”, comemora Carolina.

Ainda segundo a ministra, ficam permitidos plásticos compostáveis, devidamente certificados, e garrafas plásticas feitas a partir do plástico coletado e reciclado no país. “Nosso objetivo é também promover a indústria e a cultura da reciclagem no país”, explica a Schmidt.

Outro ponto positivo da iniciativa é o incentivo aos recipientes compostáveis. Essa frente acontece através de um programa de certificação onde todos os produtos, obrigatoriamente, devem ganhar um selo e serem rotulados de maneira clara

O não cumprimento da lei vai resultar em multas para cada produto entregue em desacordo com a nova regulamentação e qualquer pessoa pode fazer uma denúncia através de canais oficiais. A verba arrecadada com as multas será destinada a projetos de preservação ambiental nos municípios.

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