03 de Junho de 2026,10h00
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A indústria brasileira deu um passo importante em direção à economia circular com o lançamento da Coalizão Brasil Circular, movimento que reúne 22 entidades representativas de setores estratégicos da economia nacional.
A iniciativa busca construir uma agenda conjunta voltada ao uso mais eficiente dos recursos naturais, à redução da geração de resíduos e ao fortalecimento de soluções sustentáveis para os plásticos.
A proposta surge em um momento de crescente pressão global por modelos produtivos capazes de conciliar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.
Nesse contexto, a economia circular ganha espaço como alternativa ao modelo linear de produção e consumo, baseado na extração de matérias-primas, fabricação, descarte e substituição constante de produtos.
Segundo os organizadores, a Coalizão Brasil Circular pretende ampliar o diálogo entre diferentes segmentos da indústria para incentivar práticas relacionadas ao reaproveitamento de materiais, ao ecodesign, à reciclagem e à logística reversa.
O grupo também busca contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas e marcos regulatórios capazes de estimular a circularidade no país.
Entre os temas prioritários está o uso responsável dos plásticos. Embora esse material desempenhe papel importante em diversos setores da economia, especialistas defendem que seu futuro depende da ampliação da reciclabilidade das embalagens, da padronização de materiais e do fortalecimento das cadeias de recuperação pós-consumo.
Mas para isso, a participação das cooperativas de reciclagem e dos catadores torna-se indispensável. Atualmente, esses profissionais respondem pela maior parte dos materiais reciclados no Brasil e desempenham papel estratégico para a economia circular.
O avanço de iniciativas industriais voltadas à circularidade pode ampliar oportunidades de geração de renda, fortalecer a coleta seletiva e aumentar o valor dos resíduos recuperados.
A criação da Coalizão Brasil Circular também reforça a necessidade de integração entre empresas, governos e sociedade civil.
Afinal, ampliar os índices de reaproveitamento de materiais exige investimentos em infraestrutura, educação ambiental, inovação e sistemas capazes de garantir rastreabilidade aos resíduos ao longo de toda a cadeia produtiva.
Com a adesão de entidades representativas de diversos segmentos econômicos, o movimento sinaliza uma mudança importante na forma como a indústria brasileira enxerga os resíduos.
Em vez de passivos ambientais, materiais descartados passam a ser tratados como recursos capazes de retornar aos ciclos produtivos, reduzir a pressão sobre os recursos naturais e contribuir para uma economia mais eficiente, competitiva e sustentável.
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