10 de Julho de 2026,06h00
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A cidade do Recife foi escolhida pela Fundação Ellen MacArthur para receber um investimento de R$ 300 milhões destinado à implantação de um amplo programa de economia circular.
Ao longo dos próximos cinco a sete anos, os recursos vão fortalecer toda a cadeia de gestão de resíduos, desde a coleta seletiva até a inclusão de cooperativas de reciclagem, além de ações para reduzir a poluição dos rios.
A iniciativa coloca a capital pernambucana no centro de uma das principais estratégias internacionais voltadas à sustentabilidade e reforça o potencial da reciclagem como ferramenta de desenvolvimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental.
A escolha do Recife não aconteceu por acaso. Segundo a Fundação Ellen MacArthur, a cidade já reúne iniciativas consolidadas de coleta seletiva, reciclagem e articulação entre poder público, setor privado, universidades, cooperativas e organizações da sociedade civil. Esse cenário oferece as condições necessárias para acelerar projetos capazes de transformar resíduos em novos recursos.
O investimento pretende estruturar um modelo completo de economia circular, com melhorias na infraestrutura de coleta, fortalecimento das cooperativas, incentivo à reciclagem e soluções para reduzir o descarte de resíduos nos rios, um dos principais desafios ambientais da capital pernambucana.
A expectativa é que a experiência sirva de referência para outras cidades brasileiras e até para municípios de diferentes países. Caso alcance os resultados esperados, o modelo poderá inspirar novas políticas públicas voltadas à gestão de resíduos sólidos e à economia circular.
Nos últimos anos, a Fundação Ellen MacArthur se consolidou como uma das principais organizações internacionais dedicadas à transição para modelos econômicos mais sustentáveis.
Seus projetos influenciam governos, empresas e instituições em diversos continentes e ajudam a direcionar investimentos para iniciativas capazes de reduzir o desperdício, ampliar a reciclagem e manter materiais em circulação pelo maior tempo possível.
Para o Brasil, a escolha do Recife representa mais um sinal de que cidades com políticas consistentes de gestão de resíduos conseguem atrair investimentos internacionais.
Também reforça a importância de ampliar a coleta seletiva, fortalecer cooperativas de catadores e investir em educação ambiental para consolidar uma economia circular capaz de gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais.
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