Coletores apontam conscientização como palavra-chave do Recicla Sampa

21/05/2019

Imagem - Coletores da Loga e da EcoUrbis no lançamento do Movimento Recicla Sampa. Foto: Ciete Silvério

Coletores da Loga e da EcoUrbis no lançamento do Movimento Recicla Sampa. Foto: Ciete Silvério

Representando os mais de 3 mil profissionais que trabalham na coleta domiciliar do lixo em São Paulo, 20 coletores das concessionárias EcoUrbis e Loga, responsáveis pela coleta seletiva na capital, estiveram presentes, no dia 7 de fevereiro, ao lançamento do Recicla Sampa. O Movimento é resultado de uma parceria entre as empresas e conta com o apoio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) e da Prefeitura de São Paulo.

Disseminar informação sobre coleta seletiva para os munícipes e, com isso, aumentar o número de resíduos recicláveis gerando renda está entre os objetivos da iniciativa, que reconhece o trabalho dos coletores e a importância deles para o funcionamento da cidade e para o processo de limpeza e destinação correta dos resíduos gerados na capital. “Quanto maior a comunicação, maior o poder para atingir um grande número de pessoas”, ponderou Elisângela Leal, coordenadora de Educação Ambiental da EcoUrbis.  

Para além de uma operação logística que conta com máquinas automatizadas de reciclagem, com tecnologia de ponta, o gerenciamento do lixo na capital carrega consigo coletores que passam de porta em porta para recolher e separar os resíduos em suas centrais de triagem. Maria José, coletora da EcoUrbis, acredita que os profissionais que atuam nesta operação acabam não sendo notados pela sociedade e que o Movimento poderá dar voz a eles.

“Normalmente, as pessoas não valorizam a gente. Um Movimento como esse é importante, com certeza, para nossa categoria”, disse.  

O aumento no número de resíduos para reciclagem é a esperança de Antonia José, coletora da EcoUrbis. Ela acredita que as pessoas não separam por falta informação e conscientização. “A informação é a chave de tudo, quanto mais acesso as pessoas tiverem, mais vai abranger. Não fazer nada é que não dá, né?”, afirmou. A geração de renda que envolve o trabalho da reciclagem é outro ponto destacado pelos coletores. “Eu apoio o Recicla Sampa, porque eu mesmo só tenho trabalho hoje por conta da coleta seletiva”, explicou Clóvis Alves Vieira Junior, que atua na concessionária Loga.

Enquanto cerca de 40% dos resíduos gerados poderiam ser reciclados, apenas 7% são destinados corretamente. Reduzir em 500 mil toneladas o montante de resíduos enviados aos aterros dentro de quatro anos é a meta do Movimento, que entende a população como peça chave para o funcionamento do processo. Para Maria, há seis anos na coleta seletiva, as diversas maneiras de reciclagem podem auxiliar no processo.

"Algumas pessoas fazem por onde, outras não estão nem aí. Acham que separar o lixo vai dar trabalho, e é tão fácil, né?", contou.

Também estiveram presentes no evento os diretores presidentes Nelson Domingues Pinto Júnior, da EcoUrbis, e Valnei Souza Nunes, da Loga, que reafirmaram o compromisso das concessionárias com a iniciativa. “O caminho para a melhoria da gestão de resíduos é a conscientização e o Recicla Sampa trouxe isso. Quero deixar registrado que todos na empresa estão engajados 100% nesta iniciativa”, afirmou Valnei.

Para Nelson, o projeto transcende a responsabilidade contratual das empresas. “Reforço que somos expectadores diários, todos os nossos funcionários enxergam claramente todos os dias ao recolher o resíduo domiciliar o imenso desperdício de matéria-prima reaproveitável que poderia estar se traduzindo em renda para os cooperados e em economia de recursos naturais”, finalizou.

 

Texto produzido em 08/02/2019

Tags: matérias
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