Recicla Sampa - Como acontece o descarte de resíduos de saúde em São Paulo?
Recicla Sampa
sp156

Para esclarecer dúvidas sobre os serviços de coleta domiciliar de resíduos sólidos, limpeza urbana e varrição pública entre em contato com o 156 ou clique aqui.

Como acontece o descarte de resíduos de saúde em São Paulo?

Veja outros artigos relacionados a seguir

Foto1
Esses itens são classificados em dois tipos: os perfurocortantes (agulhas) e os infectantes (máscaras, luvas e outros produtos). Foto: Proostoleh / Freepik

A cidade de São Paulo gera diariamente cerca de 114 toneladas de resíduos de saúde. E ainda há muitas dúvidas sobre o descarte correto desses materiais. Para explicar melhor sobre esses tema, Tamiris Gonçalves, gerente de serviços da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), falou em  vídeo sobre os tipos de itens que precisam de uma destinação correta, por serem  infectantes e perigosos.

“A Prefeitura de São Paulo é responsável pela coleta dos resíduos gerados em hospitais, clínicas veterinárias, consultórios de odontologia, estúdios de tatuagem e outros locais que geram esses materiais. Hoje, nós atendemos cerca de 27 mil estabelecimentos de saúde”, conta.  

Esses resíduos são classificados em dois tipos: os perfurocortantes (agulhas) e os infectantes (máscaras, luvas, gaze com sangue e qualquer tipo de objeto que entrou em contato com pacientes que estejam com alguma enfermidade).

Os estabelecimentos que geram esses tipos de materiais são classificados como grandes geradores (aqueles que produzem acima de 20 quilos de itens por dia) e os pequenos geradores (abaixo de 20 quilos por dia).  Os dois tipos de lugares têm a obrigatoriedade de fazerem o cadastramento obrigatório na Amlurb para que o órgão municipal possa coletar os resíduos perigosos gerados e tratar esses materiais.

O resíduo infectante precisa ser colocado dentro de um saco branco que contenha o símbolo de “infectante”. Os perfurocortantes precisam ser armazenados em caixas de papelão na cor amarela e os medicamentos devem estar dentro de sacos laranjas.

Nessas condições, a Prefeitura, por meio da Amlurb, recolhe os resíduos e os submetem a um tratamento em uma autoclave, estrutura que esteriliza materiais e artigos médico-hospitalares por meio de um vapor em alta pressão. “A cidade de São Paulo possui dois desses sistemas. Cada uma tem a capacidade de receber cerca de 70 toneladas por dia”.

De acordo com a profissional, aproximadamente 80% dos resíduos que vão para a incineração são infectantes e 20% são medicamentos ou animais mortos. Depois do tratamento, os materiais seguem para um aterro sanitário que recebe apenas itens oriundos de estabelecimentos de saúde.

Fonte: Facebook Amlurb

Texto produzido em 10/06/2020


Últimas

Notícias

Projeto de Lei prevê multa para quem descartar lixo na rua

Proposta aprovada na Câmara estabelece punições para pessoas e empresas

28/04/2026
Notícias

Lei é sancionada e promete destravar cadeia da reciclagem no Brasil

Nova regra reduz impostos sobre resíduos e amplia valor pago por materiais recicláveis

27/04/2026
Notícias

Queima de lixo expõe desigualdade na coleta no país

IBGE aponta milhões de domicílios sem acesso a serviço adequado de destinação de resíduos

24/04/2026
Notícias

Plataforma da ONU reúne dados sobre poluição plástica

Ferramenta disponibiliza 2.800 materiais informativos e conjunto de 70 indicadores

23/04/2026