Reciclagem de tubos de creme dental

Empresa de Santo André produz móveis com tubos de creme dental

18/12/2018

O volume de creme dental comercializado em 2017 no Brasil foi de 129 mil toneladas, o que gerou um faturamento de R$ 4,8 bilhões na categoria, de acordo com dados da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfurmaria e Cosméticos). Essa grande quantidade de embalagens pode render móveis e apetrechos interessantes feitos de plástico e alumínio, materiais recicláveis que compõem os tubos. 

“Uma lixeira feita de embalagem de creme dental leva 2.650 tubos para ficar pronta”, conta Adriano David, proprietário da empresa Ecofour, que cria os mais diversos móveis com o produto.

Fundada há nove anos em Santo André, região do grande ABC paulista, a empresa produz bancos e mesas de jardim, armários, carteiras escolares, pebolim e até mesmo cocho para cavalos, aquele suporte que os equinos bebem água. “Produzimos de acordo com a demanda”, comenta Adriano.

Para chegar na produção desses móveis, Adriano teve que pensar e estudar todos os processos. “Trabalhava com ferragens e reparava que armários de metal do banheiro ficavam enferrujados, então desenvolvi o processo de fabricação com embalagens de creme dental”.

O primeiro passo da produção é lavar todos os tubos que estão armazenados na empresa. Como a maior composição desses móveis é de plástico, já que ele é produzido com apenas 25% do alumínio, a empresa também se utiliza de produtos como recipientes de shampoo, condicionador e potes de creme. Todo o material é higienizado em um tanque com água que utiliza pás giratórias para movimentar o material.

Depois de limpas e secas, as embalagens vão para uma esteira que as direcionam para um triturador onde são totalmente moídas. Depois disso, os granulados são concentrados em uma espécie de prensa e são transformados em placas.

Essas placas funcionam como as bases para a fabricação do móvel e são enviadas para o setor de marcenaria da companhia. Lá, são medidas e cortadas para finalmente virarem uma tábua de carne, uma casinha de cachorro ou o que o cliente pedir. “Ter um móvel de tubo de pasta de dente é totalmente sustentável e eles são muito resistentes, duram anos”, finaliza Adriano.

Imagem - Armários produzidos pela Ecofour. Foto: divulgação Ecofour

Armários produzidos pela Ecofour. Foto: divulgação Ecofour

Há 11 anos, o biólogo John Tatton trabalha em um escritório, com 35 pessoas na região de Pinheiros, zona Oeste da cidade. O local foi construído com paredes internas de tubo de creme dental. “Quando o local foi reformado, tivemos a ideia de fazermos as paredes com esse material”, explica.

O biólogo conta que, além de cumprirem sua missão sustentável, as paredes tornam o ambiente mais refrescante.

“Não usamos tanto o ar-condicionado em dias quentes e estamos economizando bastante energia elétrica”, diz.

Apesar dos benefícios sentidos pelos profissionais até hoje, a arquiteta Fernanda Minucci, responsável pelo projeto, comenta que sentiu uma relutância de alguns no início. “Tive que mostrar outras construções que deram certo com esse novo material e os convenci que paredes internas de embalagens de creme dental eram uma ótima opção, principalmente para o meio ambiente”, conta.

A arquiteta explica que economizou 40% na construção optando por esse material em detrimento à tradicional alvenaria. “Eu me arrependo de não ter colocado no projeto telhas de embalagem de creme dental”. 

Como descartar o tubo de creme dental:

1 . Tire o máximo possível de pasta dental da embalagem. Esprema de baixo para cima, até ter certeza que não há creme lá dentro. Essa atitude facilita o processo de lavagem para a reciclagem feita pelas empresas;

2. Se possível em casa, lave com um pouco de água;

3. Quando a embalagem estiver bem vazia e limpa, separe e coloque na lixeira reciclável de sua casa ou leve para um ecoponto de plástico ou de tubo de creme dental.

Clique aqui para saber os locais de descarte correto.

 

Encontre móveis de tubos de pasta de dente nas seguintes lojas:

 

Ecofour

Av. Guaratinguetá, 980/1000, Jardim Alzira Franco, Santo André (SP).

Tel.: (11) 94717-6035

 

Leo Madeiras

Rua Bartolomeu Paes, 136, Vila Anastácio, São Paulo (SP)

(11) 3838-2165

 

Fonte: Separe, não Pare

Tags: reportagens, vídeos
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