04 de Fevereiro de 2026,10h00
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Pequenas e quase invisíveis, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais descartados e poluentes do mundo.
Presentes em praias ruas e calçadas elas concentram substâncias tóxicas capazes de contaminar o solo e a água e representam um desafio permanente para as cidades.
No litoral norte de São Paulo esse problema passou a ser tratado de outra forma.
Em Ubatuba, o empreendedor Marcos Poiato criou uma empresa especializada na reciclagem de bitucas e passou a tratar o resíduo como matéria prima dentro da economia circular.
O projeto começou há cerca de 16 anos após um longo período de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Hoje a iniciativa reúne inovação, educação ambiental e reaproveitamento de resíduos com processos capazes de neutralizar as toxinas presentes nas bitucas e transformar o material em novos produtos como insumos industriais e estruturas esportivas.
Além do reaproveitamento, a empresa atua com ações de conscientização e instalação de coletores em espaços públicos com apoio de municípios escolas e eventos.
O modelo contribui para reduzir o descarte irregular e ampliar o reaproveitamento de um resíduo historicamente ignorado pelas cadeias tradicionais de reciclagem.
Atualmente o negócio movimenta cerca de R$ 3 milhões e comprova que soluções ambientais bem estruturadas geram renda reduzem impactos ambientais significativos.
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