05 de Maio de 2026,10h00
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“No que a sociedade joga fora, encontro pedras preciosas todos os dias.” A frase de Elinéia Jesus resume o trabalho da Cooperativa Rainha da Reciclagem, que há mais de dez anos transforma resíduos em oportunidade na Zona Leste de São Paulo e em São Vicente.
A iniciativa integra o projeto Guerreiros de Deus e atua com foco na geração de renda e na reinserção social de pessoas em situação de vulnerabilidade. À frente do trabalho está a popular Pastora Néia, hoje reconhecida pela Organização das Nações Unidas pelo impacto ambiental e social do seu projeto.
Em um galpão na Zona Leste, cerca de 100 trabalhadores lidam diariamente com toneladas de materiais recicláveis. Garrafas, papéis, plásticos e metais passam por triagem, separação e prensagem até retornarem à indústria como matéria-prima.
A cooperativa também acolhe pessoas em processo de recuperação de dependência química e oferece trabalho como caminho de recomeço. Parte dos cooperados encontrou ali a primeira oportunidade de reconstruir a própria história, o que transformou o projeto em referência de inclusão social.
A trajetória de Elinéia ajuda a explicar a força da iniciativa. Após uma vida marcada por violência, pobreza e perda, ela encontrou na reciclagem uma forma de gerar renda e apoiar outras pessoas em situação semelhante. O projeto nasceu de forma simples, com coleta de materiais nas ruas, e hoje se consolidou como uma operação estruturada e reconhecida.
Atualmente, a cooperativa processa centenas de toneladas de resíduos por mês e integra redes apoiadas pelo poder público, com participação em políticas de gestão de resíduos da cidade.
O trabalho também depende diretamente da população. Materiais limpos e secos aumentam o valor de venda e facilitam a triagem. Quando há mistura com lixo orgânico, parte dos resíduos perde o potencial de reciclagem.
A orientação é clara. Separar corretamente os recicláveis em casa contribui para a renda dos cooperados e fortalece toda a cadeia. Esse cuidado simples garante que o material siga para reaproveitamento e não termine em aterros.
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