30 de Abril de 2026,10h00
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Um estudo da Universidade de São Paulo revelou que cerca de 33% das embalagens plásticas descartadas em São Paulo não têm reciclabilidade.
O dado expõe um dos principais entraves da gestão de resíduos no país e ajuda a explicar por que grande parte do material ainda segue para aterros ou para o meio ambiente.
A pesquisa aponta que o problema está, principalmente, na composição dessas embalagens.
Muitos produtos são feitos com diferentes tipos de plástico ou com camadas combinadas, o que dificulta ou inviabiliza o processo de reciclagem nas cooperativas e indústrias.
Na prática, mesmo quando o consumidor faz a separação correta em casa, parte desses materiais não encontra viabilidade técnica ou econômica para reaproveitamento.
Isso afeta diretamente o trabalho de catadores e cooperativas, que dependem da comercialização dos recicláveis para gerar renda, além de impactar o meio ambiente por séculos.
O cenário reforça a necessidade de mudanças na forma como as embalagens são produzidas.
A padronização de materiais e o uso de plásticos com maior reciclabilidade são apontados como caminhos para ampliar o aproveitamento e fortalecer a economia circular.
Para a população, a orientação passa por escolhas mais conscientes no momento da compra.
Dar preferência a embalagens simples, de um único material, e evitar itens de difícil reciclagem ajuda a reduzir o volume de resíduos sem destinação adequada.
Outro ponto importante é o descarte correto. Mesmo com limitações, os materiais recicláveis devem ser separados e encaminhados para a coleta seletiva, limpos e secos, o que aumenta as chances de reaproveitamento.
O estudo também evidencia a importância de políticas públicas e da responsabilidade das empresas na gestão de resíduos.
A ampliação da logística reversa e o investimento em soluções para embalagens complexas são prioridades para enfrentar o problema.
Enquanto isso, o papel do consumidor segue fundamental.
Reduzir o uso de plásticos, recusar descartáveis e apoiar marcas comprometidas com embalagens mais sustentáveis são atitudes que contribuem para diminuir os impactos ambientais e fortalecer a cadeia da reciclagem no Brasil.
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