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Uma a cada três embalagens plásticas acaba no aterro, revela USP

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Cenário reforça a necessidade de mudanças na forma como as embalagens são produzidas. Foto: @role_sp

Um estudo da Universidade de São Paulo revelou que cerca de 33% das embalagens plásticas descartadas em São Paulo não têm reciclabilidade.

O dado expõe um dos principais entraves da gestão de resíduos no país e ajuda a explicar por que grande parte do material ainda segue para aterros ou para o meio ambiente.

A pesquisa aponta que o problema está, principalmente, na composição dessas embalagens.

Muitos produtos são feitos com diferentes tipos de plástico ou com camadas combinadas, o que dificulta ou inviabiliza o processo de reciclagem nas cooperativas e indústrias.

Na prática, mesmo quando o consumidor faz a separação correta em casa, parte desses materiais não encontra viabilidade técnica ou econômica para reaproveitamento.

Isso afeta diretamente o trabalho de catadores e cooperativas, que dependem da comercialização dos recicláveis para gerar renda, além de impactar o meio ambiente por séculos.

O cenário reforça a necessidade de mudanças na forma como as embalagens são produzidas.

A padronização de materiais e o uso de plásticos com maior reciclabilidade são apontados como caminhos para ampliar o aproveitamento e fortalecer a economia circular.

Para a população, a orientação passa por escolhas mais conscientes no momento da compra.

Dar preferência a embalagens simples, de um único material, e evitar itens de difícil reciclagem ajuda a reduzir o volume de resíduos sem destinação adequada.

Outro ponto importante é o descarte correto. Mesmo com limitações, os materiais recicláveis devem ser separados e encaminhados para a coleta seletiva, limpos e secos, o que aumenta as chances de reaproveitamento.

O estudo também evidencia a importância de políticas públicas e da responsabilidade das empresas na gestão de resíduos.

A ampliação da logística reversa e o investimento em soluções para embalagens complexas são prioridades para enfrentar o problema.

Enquanto isso, o papel do consumidor segue fundamental.

Reduzir o uso de plásticos, recusar descartáveis e apoiar marcas comprometidas com embalagens mais sustentáveis são atitudes que contribuem para diminuir os impactos ambientais e fortalecer a cadeia da reciclagem no Brasil.

Clique aqui e saiba quais plásticos são reciclados e quais não são


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