20 de Dezembro de 2019,14h40
Veja outros artigos relacionados a seguir
Na Índia, o coco é muito utilizado pela população, tanto na forma de alimento, como para a criação de objetos. Porém, a destinação incorreta dos rejeitos desse fruto gera transtornos, além de favorecer a poluição do ar, graças à queima irregular. Pensando em solucionar essas questões, a empresa CocoPallet, da Holanda, criou paletes sustentáveis a partir da reutilização das cascas do coco.
A técnica para a concepção dos paletes ecológicos foi formulada em parceria com a Universidade de Wageningen. O método utiliza uma molécula chamada lignina, espécie de cola natural. Todos os processos são livres de pesticidas e aditivos, tornando o produto totalmente biodegradável. Após a utilização, o item pode ser reciclado ou enviado para compostagem.
Esse material é muito utilizado no suporte de mercadorias para otimizar o transporte de cargas. Além da função operacional, o palete também se popularizou no setor decorativo, por trazer um toque mais rústico aos ambientes. Os que são popularmente utilizados são feitos de madeira e acabam contribuindo com o desmatamento e corte desnecessário de árvores. Sendo assim, a criação da CocoPallet acaba resolvendo dois problemas ambientais graves: o descarte incorreto de resíduos e o desflorestamento.
De acordo com informações divulgadas pela empresa, 1,7 bilhão de paletes de madeira são produzidas anualmente para os exportadores asiáticos, causando o uso desnecessário de aproximadamente 200 milhões de árvores por ano. Sendo assim, além de evitar o corte e transporte de árvores, o novo produto permite a geração de renda extra para os agricultores locais da Índia.
Fontes: Razões Para Acreditar, CocoPallet
Texto produzido em 25/09/2019
Rainha da Reciclagem recebe reconhecimento da ONU e se transforma em referência no Brasil
Embarcação retorna de missão estratégica para frear pesca industrial no Oceano Austral
Pesquisa com cooperativas da capital expõe problema crônico na gestão do lixo plástico
Dispositivos são resíduos da saúde e não podem ser descartados no lixo comum ou reciclável