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Empresas tentam enganar consumidores com falsa sustentabilidade

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Embalagem de carne. Foto: Recicla Sampa

Um levantamento realizado em junho deste ano pela Opinion Box, plataforma de pesquisa de mercado, indica que 82% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas ecologicamente responsáveis e desse total, 62% levam em consideração essa postura consciente no momento da compra.

De olho nessa demanda, uma prática tem se tornado comum e ganhou o nome de Greenwashing, uma referência ao “brainwashing” (lavagem cerebral). O termo refere-se às empresas que se autodenominam responsáveis ambientalmente, mas que no fundo enganam os consumidores.

Ou seja, uma marca apresenta um discurso em suas campanhas publicitárias e imprime embalagens com características ecologicamente responsáveis, mas as ações não passam de uma tentativa de induzir o consumidor ao erro com informações genéricas ou até mesmo falsas.

Uma pesquisa realizada em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) analisou mais de 500 embalagens de produtos para verificar a prática do Greenwashing. Foram encontradas informações falsas sobre a responsabilidade ambiental em 48% delas.

E neste contexto, o consumidor acaba refém de toda essa desinformação, seja pela falta de tempo para pesquisar sobre a produção daquele item ou por acreditar na boa-fé das organizações.

Uma estratégia comumente usada são afirmações vagas e sem provas que chamam a atenção do consumidor e afirmam ser aquele um produto sustentável e amigo do meio ambiente. Outra estratégia é utilizar a cor verde e imagens da natureza nas embalagens para passar uma falsa sensação ao público.

Há também práticas recorrentes de divulgação de determinada atitude sustentável para omitir outras que impactam o meio ambiente. Existem empresas que se gabam de atitudes corretas e na verdade não estão fazendo nada além de cumprir a lei.

Isso sem contar as certificações de sustentabilidade falsas. Um exemplo legal está presente no documentário Seaspiracy – Mar Vermelho, que denuncia a farsa dos rótulos Dolphin Safe e Marine Stewardship Council nas embalagens de atum enlatado.

Para combater esse tipo de conduta só há um caminho. Precisamos ficar atentos aos rótulos dos produtos nos supermercados e lojas que apresentam informações imprecisas e certificados não emitidos por órgãos confiáveis como FSC, PROCEL e CERFLOR.

No site do IDEC também dá para conferir algumas empresas que já foram flagradas praticando Greenwashing. Fique atento e dê sempre preferência aos produtos sustentáveis.

Texto produzido em 30/8/2021


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