27 de Maio de 2024,18h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
As fortes chuvas que caíram na região metropolitana de Porto Alegre e do Vale do Rio dos Sinos causaram, além de muitas mortes e destruição, um impacto nocivo para os catadores de lixo reciclável do Rio Grande do Sul.
Para se ter uma ideia, de acordo com informações do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), cerca de 2,5 mil profissionais perderam o emprego.
Destes, 1,5 mil são trabalhadores autônomos e moradores das ilhas do Guaíba e da zona norte da capital gaúcha e cerca de mil são cooperativados, que atuam em unidades de reciclagem.
Para piorar, 19 cooperativas de reciclagem foram inundadas. “Seis delas em Porto Alegre, cinco em Canoas, outras cinco em São Leopoldo, mais uma em Guaíba e outra em Novo Hamburgo”, informa Alexandro Cardoso, coordenador do MNCR.
“Outras não foram inundadas, mas tiveram que parar seus serviços pelo fato dos caminhões de coleta não conseguirem chegar lá”, completa o dirigente da entidade.
Ainda segundo o MNCR, a renda média dos catadores gaúchos de lixo reciclável gira em torno de R$ 800.
A Associação Nacional dos Catadores (ANCAT), em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores (MNC) e a União Nacional dos Catadores (UNC) organizaram uma campanha emergencial de apoio aos catadores do Rio Grande do Sul.
De acordo com as organizações, todas as doações serão destinadas aos profissionais da reciclagem e suas famílias.
Quem quiser colaborar, basta fazer sua doação na chave PIX - solidariedadecatadores.rs@ancat.org.br
Município recicla 87% dos resíduos e se torna referência global em sustentabilidade
Projeto opera plataforma que liga coletores, recicladores, organizações e consumidores
Dado se sustenta, sobretudo, por meio das mãos dos catadores autônomos
Confira as orientações da Federação Paulista das Cooperativas de Reciclagem