Medalhas de Tóquio são feitas de lixo eletrônico reciclado

16/07/2021

Depois de serem adiados em função da pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio começam no próximo dia 24 de julho e prometem ser os mais sustentáveis de todos os tempos, com as medalhas confeccionadas a partir de lixo eletrônico reciclado.

Segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), para premiar os vencedores das 46 modalidades em disputa foi necessário coletar mais de 78 toneladas de resíduos eletrônicos e seis milhões de celulares, de onde foram extraídos 32 quilos de ouro, 3,5 quilos de prata e 2,2 quilos de bronze.

Essa é uma iniciativa do COI que vem sendo aperfeiçoada desde os Jogos de Vancouver em 2010, quando pela primeira vez na história o eletrolixo reciclado se transformou em algumas medalhas. Na Rio 2016, as medalhas de prata e bronze foram produzidas com 30% de material reciclado.

Ainda de acordo com informações do Comitê Olímpico Internacional, o projeto contou com a participação direta da população japonesa, que há cerca de dois anos recebeu uma convocação para que encaminhasse seu lixo eletrônico à reciclagem.

“É muito legal saber que a população participou diretamente da produção das medalhas. Todos sabemos que há um limite para os recursos naturais do planeta e refletir sobre a questão do meio ambiente é fundamental”, disse Koji Murofushi, diretor de esportes dos Jogos de Tóquio 2020.

As coletas aconteceram nas lojas da NTT DoCoMo, maior operadora do país. Além disso, mais de 90% dos prédios municipais japoneses serviram como pontos de entrega dos dispositivos, que foram recolhidos entre abril de 2017 e março de 2019 em mais de 18 mil locais espalhados pelo Japão.

Imagem - Medalhas Olímpicas de Tóquio. Foto: fifg / Shutterstock

Medalhas Olímpicas de Tóquio. Foto: fifg / Shutterstock

Eletrolixo

As Nações Unidas e a Organização Internacional do Trabalho alertaram recentemente que as atuais 50 milhões de toneladas de eletrolixo geradas a cada ano mais que dobrarão até 2050, tornando-se o fluxo de resíduos que mais cresce no planeta. 

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a alta produção e o descarte incorreto colocam o mundo num iminente tsunami de E-lixo. “Precisamos encarar essa questão da mesma forma que o mundo se mobiliza para proteger os mares e seus ecossistemas da poluição por plásticos e micro-plásticos”, afirma Tedros.   

Em São Paulo, além do projeto da Green Eletron e dos pontos de descarte oferecidos pela Prefeitura, a cidade abriga uma iniciativa que recicla eletroeletrônicos. É a Coopermiti, uma das principais referências brasileiras na área da logística reversa no setor.

Caso você tenha em sua casa aparelhos eletrônicos que precisam ser descartados, não deixe de procurar a Coopermiti, que fica na rua João Rudge, 366, Casa Verde Baixa, zona Norte da cidade. 

Confira os pontos de descarte de lixo eletrônico na capital paulista e faça sua parte!

Texto produzido em 16/07/2021

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