Metrô de SP instala pontos para coleta de lixo eletrônico

07/06/2021

Imagem - Estação Paraíso, linha Azul. Foto: Felipecbit / shutterstock

Estação Paraíso, linha Azul. Foto: Felipecbit / shutterstock

Em uma iniciativa que inclui as celebrações do Dia Mundial do Meio ambiente, comemorado no último sábado (5/6), três estações do Metrô de São Paulo instalaram caixas coletoras para descarte de lixo eletrônico: Tucuruvi (Linha Azul), Paraíso (linhas Azul e Verde) e Sé (linhas Azul e Vermelha).

Segundo a companhia, os recipientes ficam nas estações até o próximo dia 30 de junho e serão aceitos materiais de pequeno ou médio porte, dentro das seguintes especificações: 70 cm de largura x 70 cm de comprimento x 50 cm de altura. Importante destacar que não são aceitas pilhas, lâmpadas ou luminárias

“Os usuários podem deixar nessas caixas qualquer tipo de aparelho e acessórios eletrônicos inservíveis como telefones celulares, telefones sem fios, carregadores, computadores portáteis, consoles de videogames, fones de ouvido e mouses,” explica em nota o Metrô.

Nas estações Tucuruvi e Paraíso, as caixas estão instaladas próximas às catracas. Já na estação Sé, a coletora fica na plataforma central da Linha 3 Vermelha, ao lado da Sala de Supervisão Operacional (SSO). Todo material coletado será encaminhado para a Coopermiti, cooperativa especializada na reciclagem do eletrolixo.

Os passageiros podem descartar corretamente o lixo eletrônico durante o horário de funcionamento das estações (entre 4h40 e meia-noite). Em caso de dúvidas, consulte um funcionário do Metrô ou telefone para a Central de Informações pelo telefone 0800-7707722.

Eletrolixo

As Nações Unidas e a Organização Internacional do Trabalham alertaram recentemente que as atuais 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, conhecido como e-lixo ou eletrolixo, geradas a cada ano mais que dobrarão até 2050, tornando-se o fluxo de resíduos que mais cresce no mundo.

Ao comentar esse dado assustador, o presidente e fundador da Global Recycling Foundation, Ranjit Baxi, afirmou que é urgente conter a maré de milhões de smartphones e outros resíduos eletrônicos como geladeiras, TVs, micro-ondas e monitores descartados incorretamente nos quatro cantos do planeta.

“O problema não são apenas os itens em si, mas todos os seus componentes, os metais preciosos insubstituíveis e materiais nocivos para o meio ambiente e a saúde pública como baterias de íon-lítio, chumbo, mercúrio e outros produtos químicos usados ​​na sua fabricação. Esses produtos precisam ser destinados à reciclagem”, alertou Baxi.

Para piorar, dados da fundação indicam que milhares de contêineres de lixo plástico e eletrônico são “exportados” anualmente para países do terceiro mundo que já não têm condições de lidar com as montanhas de resíduos que chegam a seus portos todos os meses.

Apenas dez milhões de toneladas de lixo eletrônico são recicladas anualmente. O número representa aproximadamente 20% de tudo o que é descartado. Esse desperdício gera uma perda avaliada em mais de US$ 55 bilhões em metais não recuperados e um impacto ambiental violento.

Todos esses metais não reaproveitados são descartados nos aterros sanitários, no meio ambiente ou são incinerados. A queima de lixo eletrônico produz a emissão anual de mais de 100 milhões de toneladas de CO2 e os especialistas pedem sua interrupção imediata.

Eletrolixo em SP

Além do importantíssimo projeto da Green Eletron e dos pontos de descarte oferecidos pela Prefeitura, a cidade de São Paulo abriga uma excelente iniciativa que recicla eletroeletrônicos. É a Coopermiti, uma das principais referências brasileiras na área da logística reversa no setor.

“Fomos a primeira cooperativa brasileira a ter licenciamento ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para receber os equipamentos e desmontá-los para a reciclagem”, explica Alexandre Luiz Pereira, presidente e idealizador da cooperativa de materiais eletrônicos.

"É muito comum as pessoas associarem lixo eletrônico só com computador e com celular. Esquecem que secador de cabelo, liquidificadores e sanduicheiras são lixos e-lixos também. Tudo que funciona com eletricidade, inclusive com pilhas e baterias, entram nessa categoria", completa Alexandre.

Caso você tenha em sua casa aparelhos eletrônicos que precisam ser descartados, não deixe de procurar a Coopermiti, que fica na rua João Rudge, 366, Casa Verde Baixa, zona Norte da cidade.

Confira os pontos de descarte de lixo eletrônico na capital paulista e faça sua parte!

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