No lugar de carros, vagas verdes são implementadas em São Paulo

19/12/2020

Imagem - Segundo a Subprefeitura, o objetivo é de ampliar as possibilidades de permeabilidade e biodiversidade do solo. Foto: Hypeness

Segundo a Subprefeitura, o objetivo é de ampliar as possibilidades de permeabilidade e biodiversidade do solo. Foto: Hypeness

“Um carro a menos, uma árvore a mais!” é o novo lema que agora guia os moradores da região da Sé, na zona central de São Paulo. Isso porque a Subprefeitura da Sé convocou a população para participar do projeto Gentileza Urbana, que promete criar espaços mais verdes para a cidade.

Até o momento, 15 vagas verdes já substituíram carros na região. O projeto consiste em transformar leitos carroçáveis em jardins e mini praças. A convocatória foi feita pelas redes sociais e contou com adesão de 32 pessoas que indicaram locais para a intervenção urbana.

Segundo a Subprefeitura, o objetivo é de ampliar as possibilidades de permeabilidade e biodiversidade do solo, além de trazer bem-estar aos moradores. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o arquiteto e urbanista Gustavo Paternostro, morador da região, conta que teve sua solicitação atendida com agilidade.

“Sempre achei interessante a ideia de ocupar vagas de carros dando lugar a espaços que servissem tanto à cidade quanto às pessoas, como os parklets”, explica. Em apenas duas semanas de obras, o espaço que antes eram para dois carros foi transformado em um jardim, com árvores, plantas e bancos coletivos. “Virou parte da rotina da vizinhança, todo mundo aproveita para conversar e descansar”, reforça.

A proposta é que as intervenções sejam distribuídas em diversos pontos da cidade de São Paulo. Além da Sé, a Subprefeitura da Vila Mariana também aderiu ao projeto. A iniciativa está prevista ainda no Plano Municipal de Arborização Urbana.

Para o professor de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Valter Caldana, o projeto oferece ao cidadão a possibilidade de reivindicar melhorias mais pontuais. É necessário, contudo, que esteja inserido dentro de um planejamento para que as intervenções não fiquem isoladas e tenham um efeito mais abrangente, explicou à Folha.

Fonte: Folha de S. Paulo

Texto produzido em 21/11/2020

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