18 de Marco de 2026,10h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
A União Europeia aprovou uma medida histórica que proíbe a destruição de roupas e calçados não vendidos por grandes empresas do setor da moda.
A nova regra entra em vigor em julho deste ano e integra um pacote de políticas voltadas à sustentabilidade, redução de resíduos e fortalecimento da economia circular.
Até então, muitas marcas descartavam estoques excedentes por meio de incineração ou trituração, sobretudo no segmento de fast fashion.
A prática era justificada por questões logísticas, controle de mercado e preservação de marca.
Com a nova legislação, esse tipo de descarte passa a ser ilegal em todo o bloco europeu.
Além da proibição, as empresas deverão apresentar relatórios anuais detalhados com informações sobre o destino dos itens não comercializados.
A exigência amplia a transparência ambiental e permite maior fiscalização sobre a gestão de resíduos da indústria da moda.
A expectativa é que as marcas passem a investir em alternativas mais sustentáveis, como revenda de produtos, doações, reciclagem de materiais e desenvolvimento de peças mais duráveis.
Dados oficiais indicam que entre 4% e 9% dos têxteis produzidos na Europa eram destruídos antes mesmo de chegar ao consumidor.
O setor da moda figura entre os mais impactantes para o meio ambiente, devido ao alto consumo de água, energia e matérias-primas, além do grande volume de resíduos têxteis descartados.
Especialistas avaliam que a decisão europeia pode estimular mudanças globais no setor, com pressão por modelos de produção baseados em reutilização, reciclagem e economia circular.
A nova regra também reforça um debate cada vez mais presente nas políticas ambientais: o estímulo a sistemas produtivos capazes de reduzir desperdícios e ampliar o reaproveitamento de materiais.
Com a restrição à destruição de estoques, cresce a tendência de que empresas adotem estratégias como revenda, reaproveitamento de fibras têxteis e reciclagem de roupas, práticas alinhadas às metas internacionais de redução de resíduos e promoção da sustentabilidade.
Pesquisa com cooperativas da capital expõe problema crônico na gestão do lixo plástico
Dispositivos são resíduos da saúde e não podem ser descartados no lixo comum ou reciclável
Proposta aprovada na Câmara estabelece punições para pessoas e empresas
Nova regra reduz impostos sobre resíduos e amplia valor pago por materiais recicláveis