Plástico recolhido de rio se transforma em parque flutuante

12/09/2018

Imagem - Parque flutuante. Foto: divulgação/ recycledpark.com

Parque flutuante. Foto: divulgação/ recycledpark.com

Na cidade de Roterdã, na Holanda, os plásticos recolhidos de um rio viraram um parque flutuante. O espaço tem 140 metros quadrados, é recheado de plantas, tem passarelas e banquinhos criados a partir desse lixo.

O local foi inaugurado em julho e foi construído por um projeto que envolve órgãos públicos e privados, a Recycled Island Foundation. O objetivo é recolher os plásticos que estão no rio Mosa (ele passa pela França, Bélgica e Holanda) e não deixar que eles cheguem até o mar. A iniciativa também quer mostrar que os resíduos recolhidos da água são perfeitamente recicláveis e podem virar algo de muito valor, como um parque.

Para capturar o material, durante um ano e meio, a Fundação desenvolveu e testou três “armadilhas” flutuantes, parecidas com um barco, para capturar o lixo trazido pela correnteza.

Imagem - Filtragem de plásticos. Foto: divulgação/ recycledpark.com

Filtragem de plásticos. Foto: divulgação/ recycledpark.com

Segundo o fundador do projeto, Ramon Knoester, os rios estão localizados nos pontos mais baixos de qualquer cidade, por isso que é normal ver o lixo se acumular nessa parte. “Se esse lixo for recuperado ainda dentro do rio e nos portos, conseguimos evitar o acúmulo de plástico no oceano”, conta.

Ele explica que 98% dos resíduos plásticos estão próximos à superfície da água, então muito material foi parar nas armadilhas. Além disso, voluntários pegaram os lixos que se encontravam nas margens dos rios.

Após o recolhimento do plástico, eles foram transformados em blocos hexagonais encaixáveis que podem se adaptar em vários ambientes. O parque flutuante de Roterdã foi construído com 29 desses blocos. Alguns viraram minijardins e outros bancos para as pessoas se sentarem.

O parque é repleto de plantas o que cria um ecossistema para peixes, insetos e aves se abrigarem. No meio do espaço flutuante formam-se canais, com cerca de meio metro de profundidade, onde peixes encontram um lugar para viver antes de entrar em águas mais profundas.

Fonte: Catraca Livre e Recycled Park

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