22 de Julho de 2024,10h00
Veja outros artigos relacionados a seguir
O valor do papelão subiu 50% nos últimos 30 dias, informa Telines Basílio “Carioca”, presidente da Confederação Nacional de Cooperativas de Trabalho e Produção de Recicláveis (CONATREC).
O quilo do vidro também subiu e chegou aos R$ 0,38, assim como o valor do quilo do alumínio, comercializado por R$ 9.
De acordo com o dirigente, a valorização indica que a crise do preço dos materiais recicláveis, que impactou negativamente a renda dos profissionais da categoria nos últimos dois anos, pode ter terminado.
Segundo Carioca, o Ministério do Meio Ambiente informou que em meados de 2022 houve uma abertura do mercado brasileiro para importação de resina virgem.
E neste tipo de contexto, explica o dirigente, fica economicamente mais viável importar uma resina virgem do que ter o processo de reciclagem e transformação dos materiais.
“Mas em setembro de 2023, com objetivo de reverter essa situação, o Ministério baixou um decreto e aumentou consideravelmente essas taxas. Demorou uns seis meses para o cenário melhorar”, contou Telines em entrevista ao portal Terra.
"Agora, de junho para cá, a gente percebe que realmente houve um impacto positivo na comercialização desses resíduos, principalmente no que diz respeito ao papelão”, comemora Carioca.
Pesquisa da CNI revela hábitos de consumo e desafios para ampliar reciclagem no Brasil
Novo serviço permite entregar resíduos ao receber pedidos feitos pelo site ou aplicativo
Ação em mais de 100 países recolheu 13,9 milhões de resíduos em apenas um dia
Seminário na FIESP debateu medidas para ampliar reaproveitamento de materiais no país