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Produção de lixo eletrônico cresce e ameaça meio ambiente

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Se nada for feito para controlar esse crescimento no descarte, os materiais digitais podem triplicar para quase 120 milhões de toneladas em 2050. Foto: INESby / Pixabay

A crescente onda digital em todo o mundo e o baixo custo dos equipamentos eletrônicos vêm impactando diretamente o meio ambiente, uma vez que os aparelhos estão sendo descartados de maneira incorreta. De acordo com um novo relatório divulgado durante o Fórum Econômico Mundial (WEF) de 2019, o lixo eletrônico é um dos resíduos que mais cresce no mundo.

Os dados divulgados indicam que a cada ano são gerados no mundo cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Desta quantidade, apenas 20% são reciclados corretamente. O que pouco se sabe é que esses itens valem pelo menos 62,5 bilhões de dólares, mais do que o produto interno bruto (PIB) de muitos países.

A Universidade das Nações Unidas (UNU) foi um dos autores do relatório e constatou que, se nada for feito para mudar este cenário, os rejeitos dos dispositivos digitais podem triplicar para quase 120 milhões de toneladas em 2050.

O relatório também diz que para a quebra desse ciclo seria necessário o investimento em melhores rastreamentos de produtos e programas de devolução aos fabricantes ou varejistas. Além disso, a criação de uma economia circular - conceito baseado na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais – poderia minimizar os impactos ambientais e gerar emprego a milhões de pessoas.

Em publicação no site da agência da ONU, International Labour Organization, Guy Ryder, diretor geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), afirmou que “milhares de toneladas de lixo eletrônico são descartadas pelos trabalhadores mais pobres do mundo nas piores condições, colocando sua saúde e vidas em risco”. Segundo ele, é preciso “uma colaboração mais estreita entre governos, empregadores e sindicatos para fazer a economia circular funcionar tanto para as pessoas quanto para o planeta”.

Fontes: Eco Business,  International Labour Organization, World Economic Forum

Texto produzido em 17/04/2019


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