Projeto reaproveita material para levar água a comunidades paraenses

29/07/2019

Imagem - Alunos capacitam jovens carentes da região para construírem próprios filtros de abastecimento. Foto: Universidade Federal do Pará / Facebook

Alunos capacitam jovens carentes da região para construírem próprios filtros de abastecimento. Foto: Universidade Federal do Pará / Facebook

Estudantes da Universidade Federal do Pará desenvolveram um filtro feito de material reaproveitado de baixo custo para levar água tratada a comunidades vizinhas que não têm acesso à água potável. Segundo o portal de notícias G1, dados do Instituto Trata Brasil apontam que  30% das casas em Belém do Pará não contam com água encanada. Na cidade de Ananindeua, vizinha a Belém, o número cresce para 70%.

O Amana Katu, que significa água boa em Tupi Guarani, é feito com um galão de 240 litros reaproveitado, três tubos de PVC, um dosador, uma tela que funciona como peneira e um filtro de água. O projeto precisa ser conectado às calhas das casas para captar chuva e transformá-la em água tratada. O líquido que entra no PVC é peneirado para remover folhas e pedras do telhado. A água armazenada no galão é purificada com cloro, até passar pelo filtro e estar pronta para consumo.  Os filtros e as telas devem ser trocados a cada 6 meses.

Os alunos paraenses capacitam jovens carentes da região para confeccionarem os filtros, com o objetivo de evitar gastos com a construção de poços, que custam em média R$ 1.600, e com a compra de água potável. Um galão consegue ser utilizado durante um dia por uma família com 4 pessoas e são vendidos a R$ 550. A cada 5 unidades vendidas, uma é doada para uma comunidade. A iniciativa foi premiada no último Fórum Mundial da Água em 2018.

Fonte: G1

Texto produzido em 21/01/2019

Tags: notícias
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